Milho no Monjolo – 30 de Junho de 2020

HISTÓRIA – “A História nada mais é do que uma constante indagação dos tempos passados em nome dos problemas e curiosidades do tempo presente, que nos cerca e assedia. Ter sido é uma condição para ser…”. (Fernand Braudel, historiador francês, 1902-1985).

“PALAVRAS ARDENTES” 1 – “Olhe o sol tremulante… hesitante, nos meus olhos de esperança! Olhe a cor do amor, nestes contornos da casa que vive a colher tantos suspiros do ideal! Olhe… sinta que ela está e não passa, enquanto nós passamos! Vibre!… Olhe!… Ouça!… sinta como é doce o som do silêncio, no silêncio de mil passos sepultados! Ouça… e compare este céu com o inferno das crises atuais desse pedaço de chão traumatizado. O hino feliz que comemora em cada nota os dias do meu Educandário, o hino que diz novas auroras! Enquanto canta as que ficaram, é o hino dos risos cristalinos dos seus jovens. Salve Meu Túlio de França, nesta data que cintila um futuro de promessas! Ouça o meu Túlio palpitante, das manhãs de sol!… das tardes vibrantes!… das noites sonoras!… no sagrado dever da transmissão, a emanar a luz, em cada curva da jornada difícil do existir! Venha, aproxime o pensamento à claridade dos sonhos abrigados neste cantinho de vozes, inquietas, quase um pouco perturbadas e influenciadas pelas transformações sociais, políticas, econômicas e religiosas. Olhe hoje… tudo aquilo que vestiu de sonhos os anos róseos do meu Túlio! Túlio de França!… cenário que brota em luzes nos seus olhos!… em cores no paraíso, em vivas harmonias da força superior da verdade! Salve Túlio de França! à gloria dos seus anos, à inquietação do seu sorriso, à estrada percorrida, o ardor deste ideal, que procuro elevar nos seus passos, para um mundo de liberdade!”. (O texto original foi publicado em forma de poesia por Leda Barcellos, escritora, poetisa e velha amiga Fonte: Revista Pérola do Iguaçu, Ano 1, Maio de 1963, Página das Letras, página 09).

“PALAVRAS ARDENTES” 2 – Nascida no dia 11 de setembro de 1944, em Rio Negro, Paraná, a professora e acadêmica Leda Barcellos é graduada em História e Pedagogia pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, de União da Vitória, Paraná, a antiga FAFI, atualmente Universidade Estadual do Paraná – UNESPAR. É acadêmica fundadora da Academia de Letras do Vale do Iguaçu (ALVI). Participou da “Antologia do Vale do Iguaçu’ (1976). Publicou várias poesias em jornais (Caiçara, por exemplo), revistas e na Revista da ALVI. Publicou ainda o livro “Fragmentos da Alma” (2013).

TEMA DE OFICINA – Na última quinta-feira, dia 25, os acadêmicos Adélia Maria Woellner e Nilson Monteiro foram tema da Oficina Permanente de Poesia. Desta vez, o Encontro foi on-line, conduzido por Lilia Souza. A Oficina é realizada pela Academia Paranaense de Poesia (APP) e, por conta das restrições de aglomeração devido à pandemia, foi realizada na Internet, por meio de um aplicativo de reuniões, além de ser transmitida ao vivo pelo Youtube.

LITERATURA NA PANDEMIA – Na última quinta-feira, dia 25, as acadêmicas Etel Frota e Marta Morais da Costa, junto a Vera Mussi, ex-Secretária de Educação, participaram de promoção do Clube Curitibano para falar sobre literatura como remédio para a pandemia. O evento, on-line, foi transmitido ao vivo no Canal do Clube, no Youtube, às 20 horas.

A ÚLTIMA – A Coluna de hoje é dedicada à leiturista Ivana Scheid, que, diariamente, há 17 anos, faz a aferição do nível do Rio Iguaçu, nas proximidades da Ponte de Ferro. Antes, o seu pai cumpria esta missão.

Beira do Iguaçu, Junho de 2.020