Milho no Monjolo – 03 de Dezembro de 2021

MULHERES QUE DÃO NOME A RUAS 1
Muitas são as cidades feitas com a parceria de mulheres que deixaram suas marcas como personagens icônicas, por sua trajetória política ou pela importância que tiveram em suas épocas. Por outro lado, outras tantas são as cidades que lembram de homenageá-las dando os seus nomes a ruas, avenidas, praças, et caetera. Aqui nas nossas Cidades Irmãs, já centenárias, foi lembrada a Professora Amasília, (a grafia correta é com “S” e não com “Z”) e outras em União da Vitória, Paraná. Anotação: Amasília Costa Pinto de Araújo nasceu no dia 08 de março de 1885 no Estado do Paraná. Aos dez anos recebeu com distinção o seu primeiro Diploma do Curso Primário, em sua terra natal. Mais tarde, em Curitiba estudou na Escola Normal Secundária, hoje, Instituto de Educação do Paraná. Formou-se Professora Normalista aos 18 anos de idade. Nomeada em 10 de outubro de 1904 para reger a cadeira de professora em União da Vitória, Paraná, assumiu no dia 07 de novembro. Iniciou sua carreira no Magistério Paranaense aos 19 anos de idade, sendo, portanto, a primeira Professora Normalista em União da Vitória. Casou no dia 10 de junho de 1910 com o Sr. Octávio de Araújo, conceituado comerciante. Em 1913 lecionou no Grupo Escolar “Professor Serapião”, mas que, em virtude da perspectiva do Acordo de Limites entre o Estado de Santa Catarina e o estado do Paraná, tomou a denominação de “Professor Balduíno Cardoso”. Viúva aos 31 anos consagrou sua existência à escola e ao lar. Afastou-se da vida social e dedicou-se unicamente aos filhos e aos alunos, dando-lhes admirável exemplo de honestidade e perseverança. Além de respeitada professora, atuou como Secretária da “Associação de Proteção à Maternidade e à Infância” de União da Vitória. “De pequena estatura, sua aparência franzina contrastava com sua forte personalidade, que inspirava respeito a todos que dela se aproximavam. Emotiva, sempre evitava exteriorizar seus sentimentos. Seu espírito de fraternidade acolhia a todos, a ponto de se sacrificar para dar-lhes amparo moral e até financeiro, não obstante seus limitados rendimentos” (Rosa Correia da Maia). Morreu no dia 28 de dezembro de 1938, em Curitiba, Paraná.

MULHERES QUE DÃO NOME A RUAS 2
Vale lembrar ainda os nomes de Annita Garibaldi, Julia Amazonas Marcondes, Vitória Fernandes, Clementina Lona Costa, Amélia Sfair Guérios, Balbina Schultz, Sophia Hadad Domingos, Zalfa Yared, Salete I. Pereira, Maria B. Huergo, Maria da Silva, Melita Galle Barth, Ivete Gumy, Sebastiana Pereira, Helia Carneiro, Natalia Alves, Catarina Mateus Andrucho, Regina Engroff Muller, Ana Domingas Babireski, Joana Kachan, Professora Aldair Domingos, Ines Osga, Elfrida Werle, Cristina Rosa Wilhelm, Bertha Seger Wolf, Julia Hollas, Doralice de Aquino Micalichen, Fredolina Hobi, Djanyra Amin Pasqualin, Irmã Regina Mibach, Lili H. Matzenbacher, Solange Pinto, Terezinha Eliane da Cruz Rabuske, Dona Lina Forte, Lidia Buch e Nazareth Farah, em Porto União, Santa Catarina.

A ÚLTIMA
A Coluna de hoje é dedicada ao pequeno e caríssimo amigo Pedro Antonio Lopes, de 6 anos de idade, porquanto, no último domingo, dia 28/11, os nossos caminhos se cruzaram com abençoados laços de verdadeira amizade. Um piá muito especial em todos os sentidos!

Beira do Iguaçu, Dezembro de 2.021.
Odilon Muncinelli – ALVI, IHGPR e AJEBPR.