Paraná Produtivo - ADI

Silos públicos

Os silos públicos do Porto de Paranaguá registraram o maior volume de embarque dos últimos dez anos. A quantidade de soja, em grão e farelo, somou quase 1,66 milhão de toneladas no primeiro semestre deste ano, com aumento de 67,8%, em relação ao volume embarcado pelo complexo em 2019 (cerca de 988,4 mil toneladas). O Porto de Paranaguá conta com dois silos públicos: um vertical, dedicado à soja em grão, com capacidade de armazenar até 100 mil toneladas; e quatro horizontais, com capacidade total para 60 mil toneladas de farelo de soja. Por estas estruturas, operam as empresas que não têm terminais próprios em Paranaguá. Atualmente, os operadores dos silos públicos são a Céu Azul, Grano Logística, Gransol, Marcon, Sulmare, Tibagi e Transgolf, que trabalham com diversos exportadores menores.

Boletim do Deral

A Divisão de Conjuntura Agropecuária, do Deral (Departamento de Economia Rural), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, divulgou na última sexta-feira, 3, o Boletim Semanal analisando o estágio de produção e o preço de diversos produtos agropecuários. Entre os destaques, a mandioca, da qual o Paraná é o segundo produtor nacional. A previsão é que o Paraná produza cerca de 3,4 milhões de toneladas do produto. Se confirmada, será uma produção 10% superior à da safra anterior, apesar de a área plantada ter crescido apenas 4%. Até agora foram colhidos 42% dos 141,1 mil hectares cultivados, mas os produtores já preparam terreno para a próxima safra.

Huck deixa Madero

O apresentador Luciano Huck decidiu vender a participação que tinha na rede de restaurantes Madero. Agora, sua parte na empresa também fica sob o controle de Junior Durski, sócio majoritário. “Luciano Huck, por meio da Joa Investimentos S/A, controlada por ele, comunica que deixa, a partir desta data, de ser acionista do Madero, tendo alienado a totalidade de sua participação societária para o fundador Junior Durski”, diz o comunicado. Huck tem se envolvido cada vez com causas e debates políticos e seu nome é frequentemente especulado como possível candidato à presidência em 2022. O apresentador já manifestou em mais de uma ocasião contra decisões do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Já Durski demonstrou simpatia pelo presidente.

Passivos da União

Os passivos da União cresceram mais do que os ativos no ano passado. O ativo da União – a soma do que o país possui em caixa, créditos a longo prazo, investimentos, imobilizado e intangível, entre outros itens – aumentou 6,2% entre 2018 e 2019, passando de R$ 5,268 trilhões para R$ 5,597 trilhões. Já o passivo da União, ou seja, o conjunto de obrigações, empréstimos e financiamentos a pagar e provisões, passou de R$ 7,684 trilhões para R$ 8,579 trilhões, aumento de 11,6% entre 2018 e 2019. Com isso, o patrimônio líquido negativo da União – ou o quanto o passivo superou o ativo – cresceu 23,4% em termos nominais, encerrando 2019 em R$ 2,982 trilhões. Os dados estão no Relatório Contábil do Tesouro Nacional, uma publicação anual, divulgada na última segunda-feira, 6, em Brasília.

Ritmo de vendas

As vendas antecipadas de soja seguem bastante a frente dos movimentos normais no Brasil. Os preços recordes e em constantes altas estão favorecendo os negócios. Se da safra colhida (2019/2020) não resta muito a vender, a atenção se volta para a safra que nem plantada foi (2020/2021), que já apresenta um ritmo de vendas duas vezes maior que a média para o período. A comercialização da safra 2019/2020 de soja do Brasil envolve 92,9% da produção projetada, conforme relatório da consultoria Safras & Mercado. Em igual período do ano passado, a negociação envolvia 71,1% e a média para o período é de 74,8%. Levando-se em conta uma safra estimada pela consultoria de 124,609 milhões de toneladas, o total de soja já negociado é de 115,806 milhões de toneladas. Já a venda antecipada para temporada 2020/2021, que nem foi semeada ainda, chegou a 35,6%.

Produção de eletroeletrônicos

A produção da indústria elétrica e eletrônica no Brasil teve queda de 33,9% em maio deste ano, se comparado com o mesmo mês de 2019, afirmou a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) na última sexta-feira, 3. Apesar da queda na comparação anual, houve aumento de produção em relação a abril, com alta de 15,6% na comparação mensal. Segundo a Abinee, é esperado que a retomada seja gradual. Nos cinco primeiros meses do ano, a produção industrial do setor eletroeletrônico tem queda acumulada de 16,4% em relação ao mesmo período do ano passado. A fabricação nesse setor no Brasil foi afetada antes mesmo da chegada da pandemia de Covid-19 no país. Ainda em fevereiro a crise na China impactou o recebimento de insumos e peças, prejudicando a produção local.

Vendas de carros

As vendas de automóveis de passeio tiveram alta de 113,6% em junho deste ano. Foram 132,8 mil unidades emplacadas no mês passado, segundo números divulgados na última segunda-feira, 6, pela Anfavea. Apesar do crescimento em relação a maio, o resultado ainda não representa uma recuperação do setor. Isso porque existe uma queda de 40,5% frente a junho de 2019. Diante dos números, o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes, projeta fechar 2020 abaixo dos 2 milhões de automóveis comercializados. “Estávamos em um crescimento gradativo até chegar a quase 2,8 milhões em 2019. Por conta da pandemia que pegou o mundo, e por outras razões como o desemprego e o impacto no PIB, estimamos que, neste ano, vamos ter 1,67 milhão de unidades emplacadas”.

Mercado Livre

O Mercado Livre abriu inscrições para a segunda edição do programa “Empreender com Impacto”, iniciativa cujo objetivo é fortalecer negócios com escalabilidade e impacto social na América Latina usando ferramentas do Mercado Livre para alavancar os negócios. O programa conta com encontros virtuais, webinars sobre soluções digitais além de mentorias. O melhor projeto pode receber até US$ 20 mil de premiação. Fundado em 1999, o Mercado Livre é a companhia líder em tecnologia para e-commerce e serviços financeiros na América Latina e oferece soluções para que pessoas e empresas possam comprar, vender, pagar, anunciar e enviar produtos e serviços por meio da internet.

Agricultor familiar

As organizações de pequenos agricultores familiares e extrativistas de produtos da biodiversidade vão ganhar um novo incentivo para fortalecer os seus negócios no cultivo agrícola ou de coleta de frutos silvestres. Um acordo de cooperação técnica assinado entre a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) neste mês vai proporcionar, entre outros objetivos, a melhoria da gestão dessas instituições, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, que são atendidas pelo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), pela Política de Garantia de Preços Mínimos para a Biodiversidade (PGPM-Bio) e também pelo Programa de Vendas em Balcão (ProVB). Além de promover o intercâmbio de informações e promover a capacitação dos agricultores e extrativistas, a medida tem em vista fazer com que esses segmentos tenham maior facilidade no acesso aos mercados para a venda de seus produtos.

PIB da China

A economia da China voltará a crescer no segundo trimestre deste ano, sinalizando uma recuperação pós-epidêmica, apontaram especialistas em economia do país asiático. Li Chao, economista da Zheshang Securities, estimou que o PIB do país começará a se expandir no segundo trimestre e subirá mais de 6% no terceiro e quarto trimestres, após uma contração de janeiro a março. No lado de oferta, a retomada do trabalho e da produção foi basicamente concluída, destacou Li, citando o crescimento do PMI acima da linha de expansão/contração por quatro meses consecutivos e a recuperação da produção industrial de valor agregado. A restauração dos investimentos em setores imobiliário e de infraestrutura sustentará o crescimento econômico, enquanto o consumo e as exportações também reaquecerão, previu.

Terceirização em frigoríficos

Depois de um surto de covid-19 detectado em um abatedouro na Alemanha ter jogado os holofotes sobre os padrões de qualidade dos frigoríficos no país, a ministra da Agricultura da Alemanha Julia KKloeckner tenta convencer os consumidores a deixar de contar com carnes a preços baixos. “A carne é barata demais”, disse. Carnes baratas, desde o salame às tradicionais “wurst”, as salsichas alemãs, são um alimento básico para muitos alemães, mas um recente surto de covid-19 em um frigorífico no oeste do país gerou questionamentos sobre as práticas adotadas para manter os preços baixos. O ministro do Trabalho do país, Hubertus Heil, condenou o sistema de “sub-sub-subcontratação” nos frigoríficos e está apresentando uma nova lei que os obriga a contratar pessoal diretamente. Além disso, a ministra da Agricultura planeja uma série de medidas para enfrentar as “sérias consequências” da pressão por baixos preços da carne sobre o bem-estar dos animais e as condições de trabalho nos frigoríficos, assim como sobre a renda dos pecuaristas.

Redação ADI-PR Curitiba
Coluna publicada simultaneamente em 20 jornais e portais associados. Saiba mais em www.adipr.com.br