Pelo Estado

Evasão escolar: Como trazer de volta para sala de aula 18 mil alunos

Conforme dados do MPSC, 18 mil estudantes não voltaram para as salas de aula | Foto Divulgação/Secom

Um dos problemas agravados com a pandemia é a evasão escolar.  Conforme números do Ministério Público de Santa Catarina, apenas este ano 18 mil alunos não retornaram às aulas e 8 mil só voltaram por meio das ações do Programa de Combate à Evasão Escolar (Apoia), criado pelo MPSC. Os dados foram apresentados esta semana ao grupo de trabalho (GT) “Ações contra a Violência às Crianças e Adolescentes”, vinculado à Comissão de Defesa dos Direitos da Criança e Adolescente da Assembleia Legislativa. A partir desta constatação, e do desafio de resgatar essas crianças para o ambiente escolar, foi sugerida na Alesc a realização de uma audiência pública, em data ainda a ser definida, para discutir tanto a evasão escolar quanto o retorno das aulas presenciais.

A iniciativa é da Comissão de Educação, Cultura e Desporto em parceria com a Comissão de Educação, Cultura e Desporto. Para o promotor do Centro Operacional da Infância e Juventude (CIJ) do MPSC, João Luiz Botega, uma das preocupações é saber o motivo da evasão. O Apoia, explicou o promotor, visa reduzir a evasão e a infrequência escolar;  prevenir e combater o abandono e a reprovação escolar, além de promover a educação de qualidade e o sucesso escolar. O promotor acrescentou ainda que o Apoia trabalha em rede, onde cada parte responsável (escola, Conselho Tutelar e Ministério Público) assume o compromisso de trazer o aluno de volta à sala de aula.

A deputada Marlene Fengler (PSD), coordenadora do GT, que preside a Comissão de Defesa dos Direitos da Criança e Adolescente, informou que vai conversar com a presidente da Comissão de Educação, deputada Luciane Carminatti (PT), para propor a audiência em conjunto para debater a evasão escolar. “É um desafio trazer essas crianças de volta às aulas.”


Porto SFFS

Audiência pública vai discutir questões administrativas sobre o Porto de São Francisco do Sul | Foto Divulgação

A Comissão de Agricultura e Política Rural da Alesc aprovou nesta quarta-feira, 25, requerimento, de autoria do deputado Sargento Lima (PL), solicitando audiência pública, a ser realizada pela Comissão de Agricultura. Confirme o pedido, o encontro  tem o objetivo de discutir e esclarecer informações prestadas pela administração do Porto de São Francisco do Sul e pela Federação das Cooperativas Agropecuárias (Fecoagro) em relação às operações de atracação e de descarga de navios com fertilizantes e insumos nos terminais do porto.


  • Caropreso critica ministro

O presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência, deputado estadual Dr. Vicente Caropreso (PSDB)  criticou a fala do ministro da Educação,  Milton Ribeiro, que afirmou que alunos com necessidades especiais atrapalham o aprendizado das outras crianças sem a mesma condição. Para o parlamentar, a fala do ministro revela falta de conhecimento técnico e de empatia.  “Caro ministro, o que ‘atrapalha’ é a falta de empatia e o desconhecimento técnico. A integração de uma criança com outros alunos, sendo especial ou não, é uma oportunidade de crescimento que potencializa aprendizagens.”

  • Go to Market

O Sebrae/SC, em parceria com a Fiesc, fará nesta quinta-feira, 26, o evento de lançamento e abertura das pré-inscrições para a edição 2022 do Programa Go to Market, iniciativa que estimula a internacionalização dos pequenos negócios catarinenses. Para participar da live de lançamento, em que serão apresentados os detalhes da nova edição, o empresário pode se inscrever pelo http://sebrae.sc/kickoff-gtm2022. Durante o evento serão apresentados os principais resultados do Programa.

  • Maria da Penha

O trabalho de desconstrução do machismo nas novas gerações foi apontado pela desembargadora do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) Salete Sommariva como um dos principais desafios para a consolidação dos avanços proporcionados pela Lei Maria da Penha no combate à violência contra a mulher. O assunto foi tratado esta semana em mesa-redonda promovida pela Escola do Legislativo Deputado Lício Mauro da Silveira, em parceria com a Bancada Feminina da Assembleia Legislativa.