Santa Catarina e Paraná registram altos índices de mortes no trabalho
Os estados de Santa Catarina e Paraná enfrentam um cenário preocupante em relação à segurança ocupacional.
Enquanto em Santa Catarina a média é de uma morte a cada dois dias, no Paraná o número de concessões de pensão por morte devido a acidentes de trabalho saltou 150% em 2024, colocando o estado como o segundo maior em volume desses benefícios no Brasil, atrás apenas de São Paulo.
Cenário em Santa Catarina
De acordo com o Ministério Público do Trabalho (MPT-SC), Santa Catarina registrou 149 mortes no trabalho em 2023.
O estado ocupa a 4ª posição nacional em número de acidentes e a 6ª em óbitos. No acumulado da última década (2014-2023), foram 501.036 acidentes notificados e 1.769 vidas perdidas em território catarinense.
Os setores que mais preocupam no estado são o transporte rodoviário de cargas, a construção de edifícios e o abate de animais (frigoríficos).
Situação no Paraná
No Paraná, o alerta foi reforçado pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT-PR) durante as ações do “Abril Verde”.
Dados da plataforma SmartLab indicam que o estado registrou 65 concessões de pensão por morte (tipo B93) apenas no início de 2024, contra 26 no mesmo período do ano anterior.
Historicamente, o estado apresenta números alarmantes:
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Frequência: Ocorre um acidente de trabalho a cada 13 minutos no Paraná.
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Mortalidade: Entre 2012 e 2022, mais de 2,3 mil trabalhadores morreram com carteira assinada no estado.
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Cidades com mais registros: Curitiba lidera o ranking, seguida por Cascavel, Londrina e Ponta Grossa.
Causas e Prevenção
Especialistas apontam que a maioria dessas tragédias poderia ser evitada com medidas simples de prevenção. As principais causas de morte e afastamento nos dois estados envolvem:
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Operação de máquinas e equipamentos sem proteção.
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Quedas de altura (comum na construção civil).
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Acidentes de trajeto e transporte de cargas.
“A falta de conscientização quanto à necessidade de prevenção continua alimentando estatísticas de mortes, amputações e incapacidades que desafiam os padrões básicos de saúde laboral”, destacou a juíza Sandra Mara Flügel Assad, gestora do Programa Trabalho Seguro no Paraná.


