Pelo Estado

Crise dos respiradores

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O governo de Carlos Moisés (PSL) corre para apagar incêndio com a crise causada pela divulgação das suspeitas de fraude na compra de 200 respiradores mecânicos de uma empresa carioca. A superintendente de Gestão Administrativa do estado, Marcia Regina Geremias Pauli, que foi quem fez o pedido de compra, teve sua exoneração aprovada pelo governador Moisés. O pedido foi feito na sexta-feira, 24, pelo secretário de Saúde Helton Zeferino, após o governo ser questionado sobre as suspeitas de fraude no processo de dispensa de licitação. A reportagem divulgada nesta terça-feira, 27, pelo site The Intercept Brasil, revelou que o governo aprovou a compra dos 200 respiradores com preços acima do mercado em processo de licitação realizado de forma relâmpago, pagando antecipado sem garantia de que receberia os produtos. Marcia Pauli, além de realizar o pedido da compra ao secretário de Saúde, também emitiu pareceres com informações retiradas de notícias e distorcidas para justificar os preços pagos pelo governo catarinense. A de dispensa de licitação ainda contou com orçamentos fraudados e com respostas evasivas da empresa responsável pela entrega, que comunicou a troca de produto durante o processo por modelos muito mais baixos que aqueles adquiridos pelo governo. A proposta vencedora também tem indícios de ter sido fraudada, segundo fontes ouvidas pelo Intercept.

MPSC vai investigar

O Ministério Público de Santa Catarina também informou que irá investigar a aquisição desses respiradores. A Procuradoria-Geral de Justiça e a 26ª Promotoria de Justiça da Capital estão analisando a instauração de procedimento cabível para apurar todas as circunstâncias da contratação. O órgao lançou recentemente plataforma para acompanhar os processos de compra de produtos e equipamentos sobre a covid-19