
Superar o vício ao tabaco é possível desde que se conscientize do mal que o ato de fumar causa. Esse é o primeiro passo para deixar o vício, seguido da busca pelo posto de saúde mais próximo e inserção em grupo de apoio. Há medicamento gratuito aos pacientes, contudo, ele serve apenas para amenizar a vontade e manter a abstinência. Essas informações fizeram parte da capacitação ministrada para profissionais das unidades básicas de União da Vitória, nesta quarta-feira, na 6ª Regional de Saúde.
O médico da Secretaria municipal de Saúde, Dércio Luiz Kliemann, palestrou sobre o tabagismo. Em sua fala, o profissional, que atua junto aos grupos de apoio com pessoas que buscam ajuda para interromper o vício, trouxe informações referentes ao tabaco, vício, problemas de saúde causados, efeitos passivos (em pessoas que convivem com fumantes), administração de remédios e formas de superar.
De acordo com o médico, o cigarro está diretamente ligado à série de males. “O propósito é mostrar que o tabagismo é um problema de saúde pública”, afirma. “É a causa de mais de 50 doenças que poderiam ser evitadas.” 30% da incidência de câncer têm relação com o ato de fumar e, desses, 90% atacam o pulmão, devido às, cerca de, 4700 substâncias químicas presentes no cigarro. Dentre elas a nicotina que libera substâncias psicoativas e estimulantes, chega ao cérebro em menos de 10 segundos, produzindo prazer e provocando a dependência.
O envelhecimento precoce e doenças crônicas também são contabilizados para o cigarro. Ainda, as pontas de cigarro, jogada pelo fumante e sem apagar, são a principal causadora de incêndio no Brasil. O ex-fumante, de acordo com Dércio, nunca esquece por completo o cigarro e disso a importância de manter-se vigilante para não ter recaídas. “Precisa combater a síndrome de abstinência pela vida toda “, disse.
Por isso, de acordo com o médico, cabe aos profissionais receberem interessados em abandonar o vício, nas unidades de saúde, e fornecer o suporte, por meio de grupo de apoio, acompanhamento e repasse de medicamento. O remédio não cura o tabagismo e sim auxilia no combate à síndrome da abstinência, disso a fundamental importância de participar das reuniões periódicas.
O evento teve, também, a participação da farmacêutica da 6ª Regional de Saúde, Rosangela Tereski, que coordena a programação de recebimento e repasse dos medicamentos fornecidos para pessoas no tratamento antitabaco. Ela reforçou a importância de orientar que os pacientes participem dos grupos de ajuda e sigam as orientações médicas, sem desistir. “Vocês precisam supervisionar as ações”, destacou.
Para a diretora de atenção primária e enfermeira da Secretaria Municipal de Saúde, Ester Muller, a capacitação é fundamental na prestação dos serviços com qualidade. “Manter as equipes atualizadas e capacitadas à realizar um excelente trabalho, junto à população, por meio dos grupos e pessoas que buscam a ajuda para deixar de fumar”, justifica a enfermeira.