Milho no Monjolo

Odilon Muncinelli

Milho no Monjolo – 19 de Abril de 2019

REVENDO A NOSSA HISTÓRIA

O antigo Estádio Municipal de Porto União, Santa Catarina, era localizado onde hoje esta a UnC – Universidade do Contestado, Campus de Porto União, o Ginásio de Esportes “Lauro Soares” e a Sede Campestre da OAB Porto União, SC. Foi inaugurado no ano de 1949, pelo então Interventor do Governo Catarinense (1943-1945), Mário Fernandes Guedes, que empretou-lhe   o nome. Naquela praça esportiva ocorreram memoráveis jornadas envolvendo as agremiações do nosso lembrado futebol amador, a exemplo do União Esporte Clube (o conhecido “Vovô”), Juventus Esporte Clube, Ferroviário Esporte Clube, Avahi Futebol Clube, São Bernardo Futebol Clube, Vilagran Esporte Clube, Porto Vitória Esporte Clube e outras equipes. Atualmente, o Módulo Esportivo “Armando Sarti” localizado no Bairro Santa Rosa, nas proximidades da  margem esquerda do  Rio Iguaçu, passou a denominar-se Estádio Municipal “Armando Sarti”, nos termos da Lei Municipal n.o 4.550, de 11 de setembro de 2018.

ENTREVISTA

A escritora e acadêmica Adélia Maria Woellner, da Academia Paranaense de Letras, concedeu entrevista de duas páginas ao jornal “O Nheçuano”, de Roque Gonzales, Rio Grande do Sul, na edição de março passado. A publicação fala de literatura e, especialmente, sobre sua dedicação a escrever livros infantis e ao “Projeto Poesia em Cores”, que espalha poesia pelos muros de Curitiba, Capital do Paraná.

 VIDA ACADÊMICA

A professora, escritora  e ex-Presidente da Academia Paranaense de Letras (APL), Chloris Casagrande Justen, é personagem de mais uma biografia, desta vez escrita por Neumar Carta Winter: “Chloris Casagrande Justen, a Educadora”. A publicação é de responsabilidade da Academia Feminina de Letras do Parana (AFLP).

 COMENDA PINHÃO DO VALE

Na Reunião Mensal realizada no último sábado, dia 13, a Academia de Letras do Vale do Iguaçu (ALVI) indicou os nomes das duas personalidades a serem homenageadas com a Comenda Pinhão do Vale, em sua 17ª edição. Uma, a professora universitária Delci Aparecida Hausen Christ na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de União da Vitória, Paraná, atualmente UNESPAR, como destaque na área da literatura e da arte; outra, a Irmã Rose Mbimbi, da Congregação Religiosa de Irmás Italianas (as Irmãs dos Pobres), Diretora do Instituto Palazzolo de União da Vitória, Paraná, como destaque na área social e comunitária. A entrega das honrarias ocorre numa Sessão Solene a ser realizada no dia 30 de maio próximo, ocasião em que a Academia de Letras do Vale do Iguaçu (ALVI) comemora 19 Anos de Fundação. Nota: A sua Instalação ocorreu no dia 10 de novembro de 2000, em Sessão Solene.

 A ÚLTIMA

A Coluna de hoje é dedicada ao acadêmico Ernesto  Faoro, da Academia Caçadorense de Letas e Artes (ACLA), que, na última segunda-feira,  dia 15, completou 106 anos de idade.

Beira do Iguaçu, Abril de 2.019

Odilon Muncinelli é Membro da ALVI e do IHGPr

Milho no Monjolo – 16 de Abril de 2019

ESCREVE O LEITOR

“Bom dia Odilon e efusivas saudações conterrâneas ao grande amigo. Com imenso prazer envio meus PARABÉNS pelos 16 ANOS DE PUBLICAÇÃO ININTERRUPTA DA COLUNA MILHO NO MONJOLO, cuja leitura assídua tem me proporcionado muita  alegria e satisfação pelos conteúdos abordados, não raras vezes tão comuns para mim, que me transportam para as GÊMEAS DO IGUAÇU onde vivi e convivi por muitos anos e criando laços que jamais serão desatados. Peço a Deus que lhe conceda saúde e condições para que possamos usufruir das publicações tão sábias e importantes por muitos anos pela frente. Grande abraço. Stefano Jakubiu”. (Mensagem via e-mail do dia 11-04-2019). Nota: Sensibilizado, agradeço a lembrança e as palavras elogiosas!

ESCREVE O LEITOR

“Caro Acadêmico Odilon! Em rápidas palavras estou aqui   parabenizando-o pelos 16 anos das  sempre esperadas edições do MILHO NO MONJOLO. Não importa o tempo que passou, vamos comemorar o seu trabalho e o tirocínio em prol do conhecimento, da cultura, aliados ao sabor jornalístico buscando fatos, vivências, histórias. . Independente da sua caminhada de vida (devida!) desde sempre, lastreada no humanismo e nos bons princípios, devemos, sim, homenagear esse cabedal de bens morais e intelectuais que foi construído nas tantas edições da coluna. MILHO NO MONJOLO justifica supina missão de informar, de ensinar e evangelizar o belo, o ideal e o verdadeiro imperativos da boa existência. Parabéns, Mestre, pelo MONJOLO construído em fortes alicerces. Grande abraço. Silmar Bohrer”, mui digno Presidente da Academia Caçadorense de Letras e Artes-ACLA. (Mensagem via e-mail do dia 13-04-2.019). Nota: Sensibilizado, agradeço a lembrança e as palavras elogiosas!

UM TESTEMUNHO 1

A professora e boa amiga Tânia Margaret Malschitzky Ruski comunica, via e-mail,  que está na reta final do seu livro, onde fala sobre cuidados especiais com pessoas dependentes, com o objetivo de ajudar famílias que passam por estas situações e espera que dê certo. Provavelmente lançará o livro em agosto próximo, primeiramente em Balneário Camboriú (onde mora), depois, quem sabe, em Porto União. O livro está sendo editado pela Editora UNIVALI, de Itajaí, SC. A autora sempre teve no seu coração este desejo, este compromisso de compartilhar com o próximo a riqueza da sua experiência materna nos cuidados especiais com o seu amado filho. Ela espera que esse pequeno livro venha de fato ajudar pessoas.  Sem dúvida, trata-se de um testemunho importante e valioso para uma melhor convivência com o problema.

UM TESTEMUNHO 2

Nascida em Porto União, Santa Catarina, no dia 30 de abril de 1950, Tânia Margaret Malschitzky Ruski é formada no Magistério pelo Colégio Santos Anjos e graduada em Pedagogia pela Faculdade Estadual de Filosofia, Ciências e Letras de União da Vitória, Paraná, com habilitação em Orientação Educacional pela UNIFIL, de Londrina, Paraná, e, Pós Graduada em Supervisão Escolar. Publicou artigos, crônicas e memórias no Jornal O Comércio, Jornal Caiçara e Revista da ALVI. Fez parte da Academia de Letras do Vale do Iguaçu (ALVI).

 Beira do Iguaçu, Abril de 2.019

Odilon Muncinelli é Membro da ALVI e do IHGPr

Milho no Monjolo – 12 de Abril de 2019

O JORNALISMO EM SANTA CATARINA 

“O Catharinense” foi um periódico editado na cidade de Florianópolis, denominada então Desterro. Seu primeiro exemplar foi publicado em 28 de julho de 1831, sendo portanto o primeiro jornal publicado em Santa Catarina. Seu fundador foi Jerônimo Coelho, o Patrono da Imprensa Catarinense.

16 ANOS

Na última quinta-feira, dia 11, a Coluna Milho no Monjolo completou 16 anos de circulação em favor do bom jornalismo cultural. Agradeço a atenção dos leitores e das leitoras! Até mais um ano!

UM BOM CONSELHO

“ODILON… PARE DE LEMBRAR E FAÇA ALGO NOVO… PARA MIM VOCÊ É INTELIGENTÍSSIMO… CRIE GATOS… CRIE BEIJA FLORES… SEI LÁ… NÃO PRECISA A REDE GLOBO VIR FILMAR VOCÊ.. VOCÊ TEM MUITA PALHA PARA QUEIMAR… CONVERSE COM OS BICHOS E DEIXE E DEIXE SUA ALMA VIAJAR… VOCÊ FOI E OU É… NÃO SEI DA SUA VIDA…MAS VOCÊ É UM ÍCONE PARA A CULTURA REGIONAL… ENTÃO MEU NEGO…. CRIE FORMAS PARA MOSTRAR AOS JOVENS COMO É QUE A GENTE SE ENCAMINHA PARA O FIM DE UMA CAMINHADA… VOCÊ É LINDO, MARAVILHOSO E INESQUECÍVEL… EU PENSO ISSO, EU SINTO ISSO…”. (Texto da admirável artista plástica e boa amiga Nádia Maltauro Ayub, no “Livro de Rosto” – Abril 19).

 OUTRO BOM CONSELHO

“Sabe ODILON… eu queria tanto participar de um lançamento de um livro chamado apenas… ODILON… eu gostaria tanto de saber do contexto e das entrelinhas… que você vivenciou… arrume um cara bom que saiba digitar bem e rápido e conte A SUA HISTÓRIA… Eu até que tenho a minha história… mas a sua é muito maior do que a MINHA”. (Texto da velha amiga Nádia Maltauro Ayub, no “Livro de Rosto” – Abril 19).

“POUPANÇA DE PALAVRAS” 1

No próximo dia 30 deste mês, terça-feira, às 19 horas, no Auditório da Faculdade SENAC, em Porto União, Santa Catarina, ocorre o lançamento do livro “Poupança de Palavras”, da escritora Kátia Hirata, com selo da Editora Giostrinho. Trata-se da sua terceira obra dedicada à  literatura infanto-juvenil, com ilustrações de André Ximene. “Esta obra convida a criança a passear pelo caminho da interpretação. Revela de forma lúdica o quanto essa descoberta é divertida, uma vez que, em posse do conhecimento do significado de cada palavra, as coisas passam a ter sentido. Poupança de Palavras propõe aumento de vocabulário, abundância de conhecimento, riqueza intelectual. Atribui valor ao principal meio de comunicação que existe, a Palavra”.

“POUPANÇA DE PALAVRAS” 2

Nascida em Porto União, Santa Catarina, a escritora Kátia Keiko Hirata frequentou o Ensino Fundamental e Médio na Escola de Educação Básica  “Antônio Gonzaga”, no Bairro Santa Rosa. “Monet e o Dia em Que Tudo Mudou”, o primeiro livro publicado. (2007).

Beira do Iguaçu, Abril de 2.019

Odilon Muncinelli é Membro da ALVI e do IHGPr

Milho no Monjolo – 10 de Abril de 2019

 

O JORNALISMO NO PARANÁ

No dia 1º de abril de 1854, a população curitibana e paranaense conhecia o primeiro jornal da História da Província, “O Dezenove de Dezembro”, nome que faz referência à data de Emancipação do Paraná, em 19 de dezembro de 1853. Nascia, assim, o jornalismo paranaense. Por sua vez, no dia 11 de junho de 1931 , nascia em Porto União (SC) e União da Vitória (PR), o Jornal “O Comércio”, por obra do jornalista Hermínio Milis. Antes existiram outros jornais, mas todos estão extintos.

 LUTO

Na última sexta-feira, dia 05, morreu Gervásio Baptista, o “Fotógrafo dos Presidentes” e “da História do Brasil”’ aos 95 anos de idade. Na sua carreira, Gervásio Baptista acumulou registros históricos fora e dentro do País. Destacou-se como autor da icônica imagem que mostrou o então Presidente Juscelino Kubitschek, em 1960, erguendo sua cartola tendo ao fundo Brasília, a Capital Federal, no dia da sua inauguração. Gervásio Baptista, que ganhou a alcunha de “Fotógrafo dos Presidentes” e “da História”, capturou imagens dos Chefes de Estado por mais de seis décadas, desde Getúlio Vargas. Natural de Salvador, Bahia, Gervásio Baptista se mudou para o Rio de Janeiro para trabalhar como fotógrafo a pedido de Assis Chateaubriand, fundador dos Diários Associados. O soteropolitano trabalhou nas extintas Revistas O Cruzeiro e Manchete e para os Presidentes Tancredo Neves e José Sarney. Gervásio Baptista também foi autor da última imagem de Tancredo Neves, ladeado por médicos durante a internação no Hospital de Base. Eleito em 1985, Tancredo Neves morreu antes de tomar posse. Além da destacada atuação como fotojornalista político no Brasil, Gervásio Baptista rodou o Mundo. Fez coberturas da Revolução Cubana — quando fotografou Fidel Castro e Che Guevara —, da Revolução dos Cravos e até da Guerra do Vietnã. Em outras áreas, fotografou 16 Concursos de Miss Universo e 7 Copas do Mundo.

 COMENDA PINHÃO DO VALE 1

Na Reunião Mensal a ser realizada no próximo sábado, dia 13, a Academia de Letras do Vale do Iguaçu (ALVI) indicará os nomes das duas personalidades a serem homenageadas com a Comenda Pinhão do Vale, em sua 17ª edição. Uma como destaque na área da literatura e da arte, outra como destaque na área social e comunitária. A entrega das honrarias ocorre numa Sessão Solene a ser realizada no dia 30 de maio, ocasião em que a Academia de Letras do Vale do Iguaçu (ALVI) comemora 19 Anos de Fundação.

COMENDA PINHÃO DO VALE 2

“A iniciativa desta homenagem nasceu em 2003  a partir da  proposição dos Acadêmicos Odilon Muncinelli e Ivo Dolinski, a qual foi prontamente acolhida pelo Colegiado por se enquadrar dentro dos objetivos  da ALVI. A indicação e escolha das pessoas a serem agraciadas é feita pelos membros integrantes desta Conf’raria, levando em conta, como critério de merecimento, todo e qualquer trabalho trazido a público, de reconhecido e expressivo valor literário, histórico, artístico, cientifico ou relevantes serviços prestados a comunidade, na área de abrangência da ALVI”. (Fonte: Página da Academia de Letras do Vale do Iguaçu – ALVI).

 Beira do Iguaçu, Abril de 2.019

Odilon Muncinelli é Membro da ALVI e do IHGPr

Milho no Monjolo – 05 de Abril de 2019

BREVES APONTAMENTOS

O União Esporte Clube foi fundado no ano de 1920 ou 1921, no entanto, há divergências, uma de ordem fotográfica, outra de ordem documental. Mesmo assim, o União E.C. é  conhecido popularmente como “Glorioso” e “Vovô” por ser a  equipe de futebol mais velha de União da Vitória e de Porto União.  No dia 02 de agosto de 1920, a Equipe da Baixada tornou-se  proprietária de uma área de terras nos termos da Lei Municipal n° 87, que concedia ao União E.C. uma área de terras medindo 200m x 150m, situada à Rua Coronel Amazonas, na margem esquerda do Rio Iguaçu, onde depois foi construído o Estádio Antiocho Pereira, posteriormente, cedido para a Associação Atlética Iguaçu e, por fim, foi doado  para a Municipalidade de União da Vitória. Nota: Em anexo, existe o Ginásio de Esportes “Professor Isael Pastuch”, o “Pastuchão”. E ainda o Campinho “Dona Maria”.

 ESPAÇO E CULTURA KAINGANG 1

A acadêmica e antropóloga Cecília Maria Vieira Helm, que dedicou muito trabalho à causa dos índios kaingangs e guaranis, mereceu espaço especial no site do jornalista Aroldo Murá e também ganhou as páginas do Diário Indústria e Comércio, na última semana. Cecília Maria Vieira Helm e a índia Célia, que vive em São Jerônimo da Serra, Paraná, se juntaram na luta pelo espaço e cultura kaingang. Graças aos estudos da antropóloga, depois de décadas, a Justiça reconheceu o domínio da União sobre as terras da reserva indígena de Mangueirinha, localizada no Sudoeste do Paraná.

ESPAÇO E CULTURA KAINGANG 2

Cecília Maria Vieira Helm é filha de José Rodrigues Vieira Netto, meu inesquecível professor de Direito Civil na Universidade Federal do Paraná, , advogado, ex-Presidente da OAB/PR. Graduada em Ciências Sociais, na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da UFPR. Em 1963 foi contratada pela Universidade Federal do Paraná a pedido do professor Loureiro Fernandes, precursor da Antropologia no Brasil. Realizou sua livre-docência em 1974, com a tese “A Integração do Índio na Estrutura Agrária do Paraná, o Caso Kaingang”. Em 1977, por concurso público, se tornou professora titular em Antropo­logia, com a defesa da tese “O Índio Camponês Assalariado em Londrina”. Autora da “História da Antropologia no Estado”, com a obra “Os 50 Anos da Antropologia no Paraná”. Sua obra “José Rodrigues Vieira Netto – A Vida e o Trabalho de um Grande Mestre”, foi editada pela OAB/PR (2013).

ESCREVE  A LEITORA

Voltando ao assunto “O Primeiro Hospital de Porto União” (in Coluna Milho no Monjolo,  Jornal O Comércio, edição do dia 22 de março de 2.019, página 02), a acadêmica e boa amiga Leni Trentim Gaspari informa que  “Num periódico da época encontro também o Hospital São Brás na Rua Sete de Setembro, mas com outro numero na casa. Vou ver se descubro a data. Abraços Leni”. (mensagem via e-mail em 01-04-2019). Nota da Coluna: Em 17 de setembro de 1926, a Mitra Diocesana adquiriu um terreno com uma casa para o Hospital de Caridade São Braz. Este terreno pertencia a Prudente de Brito, provavelmente, o primeiro morador de Porto União, e, o local ficou conhecido como Largo Prudente de Brito.

 Beira do Iguaçu, Abril de 2.019

Odilon Muncinelli é  Membro da ALVI e do IHGPr

Milho no Monjolo – 02 de Abril de 2019

MEMÓRIAS

A professora, escritora e memorialista Therezinha Leony Wolff, da Academia de Letras do Vale do Iguaçu (ALVI), está debruçada na pesquisa e empenhada no registro  dos atos e  fatos que envolveram  os eventos e as festividades comemorativas no Centenário de União da Vitoria,  ocorrido no dia 27 de março de 1990. Acredito que, brevemente, as nossas Bibliotecas serão enriquecidas  com uma obra a respeito do tema. Aguardem!  Nota: A acadêmica Therezinha Leony Wolff já publicou os livros “Assim Nasceu Porto União da Vitória”, “Juventus Futebol Clube – 50 Anos”,  “Zeca Bandeira”, “Coisas Que Tocam…”, “Pegadas Amigas” e vários textos na Revista da Academia de Letras do Vale do Iguaçu (ALVI).

OS EDITORES

A Biblioteca Pública do Paraná acaba de publicar o livro “Os Editores”, com 180 páfinas, que reúnem 11 entrevistas com profissionais do mercado editorial brasileiro. Os bate-papos, originalmente publicados no jornal literário Cândido entre 2017 e 2018, focam nas transformações ocorridas no setor nas últimas quatro décadas. Além de comentar essas mudanças, os entrevistados relembram fatos marcantes em suas trajetórias e outros assuntos instigantes, como educação, literatura brasileira e hábitos de leitura. Com cerca de 50 mil títulos, entre novos e reedições, lançados por ano, o mercado editorial brasileiro deu um salto em termos de números e de qualidade nas últimas décadas. Alguns dos editores que ajudaram a construir esse cenários estão no livro. Veteranos como Jacó Guinsburg (Perspectiva) — entrevistado alguns meses antes de morrer —, Luiz Schwarcz (Companhia das Letras), Ivan Pinheiro Machado (L&PM) e Jiro Takahashi (Global) dialogam com profissionais mais jovens, como o independente Eduardo Lacerda (Patuá). Editores “fora do eixo” também marcam presença, como é o caso de Roberto Gomes, romancista que esteve à frente da Criar Edições nos anos 1980 em Curitiba.  Ainda que alguns editores tenham transitado por diversos segmentos, a maior parte dos entrevistados trabalhou ou ainda trabalha com literatura. “São pessoas que conhecem bem os sabores e dissabores de lidar com ficção em um País de poucos leitores. Por isso, suas opiniões iluminam aspectos centrais da literatura brasileira contemporânea e indicam horizontes para o futuro”, escreve na orelha do livro Luiz Rebinski, editor do jornal Cândido.  Além das entrevistas, o livro também traz imagens dos editores feitas por um time de excelentes fotógrafos, o que valoriza ainda mais essa obra que registra o que de melhor aconteceu nas últimas décadas em termos de edição, sob o olhar daqueles que fizeram e estão fazendo história do mercado brasileiro. O jornalista e escritor Ruy Castro assina a quarta capa da obra e em seu texto enfatiza que “ninguém entende tanto de livros quanto os editores. Mas se você perguntar como fazer de um livro um best-seller ou um candidato a prêmio literário, eles não saberão dizer. É o que torna fascinante esse ramo de negócios”.

A ÚLTIMA

A Coluna de hoje é dedicada à professora, leotora assídua e velha amiga Urania Barbosa, que se destaxa como exemplo de zelo, cuidado e dedicação aos familiares.

Beira do Iguaçu, Abril de 2.019

Odilon Muncinelli é Membro da ALVI e do IHGPr

Milho no Monjolo – 29 de Março de 2019

LUTO

No último sábado, dia 23, em Curitiba, Paraná, morreu o jornalista Ayrton Luiz Baptista, aos  85 anos de idade. Nascido em Curitiba, Paraná, no ano de 1933, Ayrton Luiz Baptista foi Presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná por três mandatos (1970 a 1979) e da Federação Nacional dos Jornalistas (1977-1980). Na Universidade Federal do Paraná (UFPR), atuou como professor do Curso de Comunicação Social-Jornalismo. No Governo do Paraná, ocupou o cargo de Secretário de Imprensa nos Governos Haroldo Leon Peres (1971) e Pedro Viriato Parigot de Souza (1971-1973). Inciou a carreira em 1955 no Diário do Paraná, onde exerceu várias funções, incluindo a de Secretário de Redação. Como colunista político, escreveu para diversos jornais paranaenses, como Tribuna do Paraná, Diário Indústria e Comércio, O Paraná (Cascavel), Umuarama Ilustrado, Diário do Noroeste (Paranavaí), Metrópole (São José dos Pinhais), Tribuna do Norte (Apucarana), Tribuna do Vale (Santo Antônio da Platina) e Paraná Shop, entre outros. O jornalista também comandou a AB Comunicação, Escritório de Assessoria de Imprensa. que distribuiu o AB Noticias, boletim que valorizou vários aspectos da vida paranaense, como administração, cidadania e cultura. Parte da história do jornalista está contada na biografia “Quase Só Jornal”, lançada em 2009.

“CURITIBA DE A a Z”

No último sábado, dia 23,  na Biblioteca Pública do Paraná, ocorreu o lançamento do   livro “Curitiba de A a Z”, escrito por Alexandre Barros Neves e ilustrado por Ingrid Osternack Barros Neves.  Trata-se de uma produção literária infanto-juvenil, que apresenta, em verso, a cidade de Curitiba, seus pontos turísticos, sua cultura e sua história de modo leve e divertido. A cada letra do alfabeto corresponde uma ou mais poesias sobre uma dessas facetas histórico-culturais de Curitiba, a Cidade Sorriso, que hoje, dia 29, completa 326 anos.

“TROVAS”

Na última segunda-feira, dia 25, recebi, via Correios, o livro “Trovas”, de autoria do bom amigo Silmar Bohrer, mui digno Presidente da Academia Caçadorense de Letras e Artes (ACLA). Desde logo, agradeço a gentileza. Disse o autor: “Nunca pensei em publicar o primeiro livro, apenas escrevia. Mas chegou um momento em que, incentivado pelos amigos e leitores, pensei ser chegada a hora de publicar um livro de poemas. E há tempos ele aí está, enredado nos problemas e nos teoremas da modernidade, da poluição, da vida mecânica, da preocupação existencial, do ser esmagado pelo próprio existir”. (Fonte: Divulga Escritor). Nota: Aguardem o livro “Sonetos”.

 BLOG DO DOTTI

O jurista e membro da Academia Paranaense de Letras (APL) René Ariel Dotti acaba de colocar no ar seu blog pessoal: Blog do Dotti. No novo espaço, o acadêmico pretende tratar de atualidades e compartilhar suas experiências profissionais e de vida. “Agora eu quero contar o meu mundo, a minha vivência”, diz ele na primeira postagem, feito no final da tarde da última segunda-feira, dia 25.

Odilon Muncinelli é Membro da ALVI e do IHGPr

Beira do Iguaçu, Março de 2.019

Milho no Monjolo – 26 de Março de 2019

 

A MULHER E O JORNALISMO 1 

“Jornalismo Feminino e Jornalismo Feminista: aproximações e distanciamentos”. Ana Paula Bornhausen da Silva Bandeira. Resumo: O objetivo principal deste texto é utilizar aspectos históricos para abordar aproximações e distanciamentos nos discursos dos chamados “jornalismo feminino e jornalismo feminista”. Para encontrar pistas, propõe-se delimitar os conceitos de jornalismo feminino e jornalismo feminista, assim como discutir temas e abordagens dessas duas segmentações do jornalismo. Ainda que os impressos feministas fossem caracteristicamente voltados à defesa dos direitos e do crescimento intelectual da mulher, o discurso, muitas vezes, reforçava o papel da mulher enquanto mãe, esposa e dona de casa – característica que aproxima o Jornalismo Feminista de muitas das publicações do Jornalismo Feminino”. (Fonte: Página Vozes e Diálogo).

A MULHER E O JORNALISMO 2

Passados três anos da morte de Lulu Augusto, neste mês, dia 13… recentemente, ela foi lembrada com o lançamento do livro “Mulheres Fazedoras”, das jornalistas Elaine Schmit e Karina Woitovicz. A obra aborda o tema “Lulu Augusto e o Jornal Caiçara”. Sem dúvida, como já escrevi, anteriormente, no seu Perfil Biográfico (in Jornal O Comércio), Maria Daluz Augusto, a Lulu Augusto, foi “a Grande Timoneira” e pioneira do jornalismo aqui na Beira do Iguaçu.

ESCREVE O LEITOR

“Bom dia conterrâneo e amigo Odilon. Conforme meu hábito li sua coluna MILHO NO MONJOLO, na edição de ontem (22/03) do jornal O COMÉRCIO. Destaquei particularmente para mim o título SESSÃO SOLENE 2 que trata do lançamento do livro ZILDA: O ASSASSINATO DA SANTINHA, de autoria da jornalista, e sua colega de jornal,  MARIANA HONESKO BORTOLINI. O tema abordado é um acontecimento que ocorreu há 71  anos atrás e constitui-se em uma mancha policial e judiciária que a história jamais vai apagar das memórias da gente das GÊMEAS DO IGUAÇU. Os protagonistas foram condenados por toda a  população  pois eram conhecidos de todos mas considerados da “ALTA SOCIEDADE” e com poderes capazes de conduzir as situações conforme seus interesses. O  detalhe do lançamento do livro constituiu-se, para mim,  numa alegria e até num orgulho sincero é em razão da autora ser filha do Valdemar Honesko, falecido precocemente, que foi meu vizinho e muito amigo na Colônia Jangadinha, onde morei até o ano de 1950. O Valdemar e mais alguns amigos e vizinhos fazia  parte de um grupo que costumava passar os domingos juntos em passatempos tão saudáveis e inesquecíveis. Na verdade não conheço a Mariana pessoalmente pois só estive com ela uma única vez por ocasião de encontro casual com o Valdemar e sua família mas isso já fazem 25 anos. Sou admirador incondicional de pessoas que se esforçam na busca da realização de seus sonhos e com isso colhendo vitórias. Se possível, vou pedir-lhe um especial favor de, em meu nome, dar um forte abraço e os parabéns para a Mariana  pelo lançamento do livro e até pela ousadia que teve em abordar o tema. Grande abraço. Stefano Jakubiu”. (via e-mail).

A ÚLTIMA

A Coluna de hoje é dedicada à inesquecível Djanira Motta e Silva, pintora, desenhista e ilustradora de renome nacional. Nascida no dia 20 de julho de 1914, em Avaré, São Paulo, ainda criança mudou-se para Porto União, Santa Catarina, onde viveu até os 14 anos de idade.

 

Beira do Iguaçu, Março de 2.019

Odilon Muncinelli é Membro da ALVI e do IHGPr)

Milho no Monjolo – 22 de Março de 2019

O PRIMEIRO HOSPITAL DE PORTO UNIÃO

Muita gente acredita e afirma como verdade que o Hospital São Braz foi o primeiro hospital de Porto União, Santa Catarina. Não é verdade! Pois, o primeiro foi o Hospital Santa Terezinha. E ainda existe até hoje! Não mais como Hospital! Os dois antigos prédios (um original, outro modificado) estão localizados na Rua 7 de Setembro, no lado esquerdo do Núcleo de Educação Infantil “Pingo de Gente”. Confira! No Episódio do Contestado (1912-1916) era tido e conhecido como “Hospital de Sangue”. Nota: Este texto foi postado no Facebook (“livro de rosto”) em 15-03-2019, com a fotografia.

 “PAÍS MAL EDUCADO”

“Um diagnóstico preciso da crise de aprendizagem e os caminhos possíveis para resolver esses problemas. O fato de que existe uma grave deficiência educacional no Brasil, já é sabido há tempos: uma quantidade alarmante de crianças e adolescentes que frequentam as salas de aula aprende pouco, muito pouco ou quase nada. O problema, entretanto, e que muito se fala da disciplina dos alunos, da merenda, do uso de computadores na escola, de uma suposta doutrinação ideológica e das inúmeras propostas de novas matérias, mas o debate público sobre a qualidade do ensino propriamente dita com frequência carece de substância, e quase não se discute sobre medidas efetivas para mudar essa realidade. No livro “País Mal Educado”, lançado no ano passado (Set/2018), com base em criterioso trabalho de pesquisa, entrevistas e investigação in loco nas salas de aula, o jornalista Daniel de Barros aponta as falhas mais graves do sistema educacional brasileiro, procurando responder por que se aprende tão pouco nas escolas do nosso País e de que maneiras essa triste realidade pode ser modificada”.

 VISITAS

Em sua primeira reunião do ano, realizada no dia 13 deste mês, a Academia Paranaense de Letras (APL) recebeu, além do poeta e artista plástico Carlos Dalla Stela, o Chefe de Gabinete do deputado Homero Marchese, José Carlos Pacífico, a Assessora Parlamentar de Homero Marchese, Nicole Melhem, a Gerente de Cultura do SESC, Georgeanna França e a Bibliotecária Isabel Bezerra, responsável pela Biblioteca desta Entidade. Carlos Dalla Stela mostrou os porquês de sua arte, que é “híbrida” (mistura livros-cadernos, em que há textos poéticos e desenhos, pinturas, recortes, textos gráficos) e de seu entendimento sobre ambas: “A poesia é reparadora da realidade”. José Carlos Pacífico e Nicole Melhem comentaram o “Projeto de Expansão de Leitura no Estado do Paraná”, sob sua responsabilidade e que foi desenvolvido inicialmente em Maringá, Paraná, com proposta de estendê-lo a todo o Estado. Após Georgeanna França e Isabel Bezerra abordaram especialmente o funcionamento do Espaço Norton Macedo, localizado no SESC da Esquina, e, a possibilidade de palestras e outras atividades conjuntas da Biblioteca do SESC e da Academia Paranaense de Letras neste Espaço. (Fonte: Página da APL).

Beira do Iguaçu, Março de 2.019

Odilon Muncinelli é Membro da ALVI e do IHGPr

Milho no Monjolo – 19 de Março de 2019

SESSÃO COMEMORATIVA

No próximo sábado, dia 23, às 17 horas, no Centro Cultural 25 de Julho, em Porto União, Santa Catarina, a Loja Maçônica União III – Luz e Esperança promove uma Sessão Magna Pública que marca a passagem dos 120 Anos da sua Fundação. Congratulações ao bom amigo e Venerável Rogério de Lara!

SESSÃO SOLENE 1

Na próxima segunda-feira, dia 25, às 19h e 30min, na Câmara Municipal de União da Vitória, Paraná, a Academia de Letras do Vale do Iguaçu (ALVI) realiza uma Sessão Solene em Homenagem às Cidades Irmãs, União da Vitória, Paraná (129 anos no dia 27 de março próximo) e Porto União, Santa Catarina (102 anos no dia 05 de setembro próximo).

SESSÃO SOLENE 2

Na mesma ocasião, ocorre o lançamento do livro “Zilda: O Assassinato da Santinha”, da jornalista Mariana Honesko Bortolini. Resumo do Livro. “O livro é uma grande reportagem sobre a história verdadeira de Zilda Santos, uma menina assassinada em 1948, aos 13 anos de idade, na região de União da Vitória e Porto União. O crime, até hoje, nunca foi solucionado, tampouco, nunca ninguém foi preso ou responsabilizado. Zilda ilustra uma história do passado, mas tão presente e real ainda hoje em dia. A menina é considerada santa pela comunidade, embora não tenha sido canonizada pela igreja católica. A ela, são atribuídos milagres, graças e outras manifestações de cura e auxílio. É uma história real e trágica, mas que serve como emblema para a luta de não violência à criança, adolescente e à mulher”.

MULHERES EM DESTAQUE

O Município de Porto União, Santa Catarina, em parceria com a Academia de Letras do Vale do Iguaçu (ALVI), vão criar uma Praça entre as Ruas Hilário André Dezordi e Demétrio Charam, no lado catarinense, atrás do Moinho Tupy, a poucos metros da divisa com União da Vitória, PR. Trata-se da Praça “Memorial da Mulher” em justa e merecida Homenagem às Mulheres que Construíram Porto União da Vitória. A exemplo de Amasília da Costa Pinto Araújo, Adelaide Barbosa, Alice Ihlenfeld,  Araceli Rodrigues Friedrich, Antonieta Nogueira Soares, Astrogilda de Mattos, Aurea de Souza Clausen, Carlota Pioli, Djanyra Amin Pasqualin, Elly Weinand, Frau Winckler, Hilda Tarlombani Wengerkiewicz, Irene Rucinski, Ivete Mazali, Jandira Capriglione Domit, Lair Silva, Lili Matzenbacher, Maria Belisária da Luz, Maria Daluz Augusto (a Lulu Augusto), Maria Limongi, Metha Louise Moecke, Yeda Cordeiro Ramires, Zelir Pellegrini (a Sani), todas falecidas. A ideia da criação da Praça é assinada pelo professor e acadêmico Aluizio Witiuk.

A ÚLTIMA

a Coluna de hoje é dedicada à honorável Irmã Scholatique Mubiala, frente a sua valiosa e dedicada atuação como Diretora do Instituto Palazzolo, (em União da Vitória, Paraná), no apoio da educação e construção da dignidade de crianças e adolescentes de famílias mais carentes. A exemplo de educação escolar, espiritualidade, acompanhamento psicológico e lazer. Nascida em Angola, África, a Irmã  pertence a Congregação das Irmãs dos Pobres.

Beira do Iguaçu, Março de 2.019

Odilon Muncinelli é Membro da ALVI e do IHGPr