ESPAÇO CULTURAL: Agradecer, sempre!

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Atualizado há 11 anos

Como é prazeroso agradecer, dizer um muito obrigada pelo que recebemos todos os dias, pela noite que nos proporcionou a paz e o agasalho, pela energia para o reabastecimento da criatividade, pelo dia e pelas coisas que nele aconteceram, por sair da rotina e olhar a vida de um novo ângulo.

Há sempre o reconhecimento por tudo, especialmente quando fazemos uma pausa e num sábado, que poderia ser como qualquer outro, sentir a alegria imensa de chegar até as lágrimas.

Lágrimas que, inicialmente, como lantejoulas dançando, dançando desprendem-se pelas faces.

Aconteceu comigo, no último 30 de maio quando a vida me conduzia, com alguma tristeza, girando no limiar de um novo ano de existência.

A mágica de uma festa, secretamente elaborada e brilhantemente realizada por um grupo de amigos e pela minha família levaram-me a momentos jamais esperados.

Os preparativos começaram com meses de antecedência, pelo que soube mais tarde.

Dois dias antes uma amiga pediu-me para acompanhá-la num lanche que oferecia a três ou quatro pessoas, no salão pequeno do Clube Concórdia e onde eu poderia ajudá-la.

Tudo fazia crer que, realmente, era um pedido onde se fazia valer a nossa amizade.

Hora marcada, o som da campainha e lá fomos para o lanche.

Na entrada, duas funcionárias da Secretaria Municipal de Educação surpreenderam-se:

– Até dona Therezinha veio…!

Deduzi, vieram ajudar pois pelo número de carros estacionados o lanche não parece ser para poucos…

De repente abrem-se as portas do salão pequeno com um coro de parabéns e eu me permiti criar vitais suspiros para alguns inseguros passos.

O que aconteceu depois foi uma demonstração da sensibilidade específica do carinho na amizade.

Pela primeira vez fiquei como espectadora de uma grande plateia que cantou, tocou, declamou, improvisou em soberba saudação.

Abraços, palavras carinhosas, flores, presentes…

Tudo era bondade, solicitude de amigos da infância e da juventude, de colegas do trabalho em diferentes setores por onde andei.

Eu me sentia sonhando. Se havia nuvens no céu eu certamente estava com elas recebendo também o sorriso dos que partiram…

Passaram-se os dias e não cessaram as mensagens pelo telefone, pelo rádio e pelos jornais, mais presentes e flores de tantos, nomes que me permito omitir para não cometer o lapso de esquecer algum.

Hoje relembrando tudo posso dizer que jamais imaginei estar naquele venturoso Clube, onde já fui feliz tantas vezes para sentir tão inédita alegria.

Agradeço a todos que se esmeraram na organização da festa surpresa, principalmente aos mentores dela, pois permitiram uma sensação de harmonia comigo mesma e com a vida, enfim momentos para deixar a todos através desta coluna o meu afetuoso abraço e o meu muito, muito obrigada.

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