
Já em aula há quase três semanas – pós greve – os alunos e professores da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), campus de União da Vitória, ainda não tem um calendário acadêmico aprovado. A espera será cessada no dia 30 deste mês, quando no campus de Paranavaí será homologado um dos três modelos de calendário, pelo Concelho de Ensino e Pesquisa de Extensão, o CEPE.
No entanto, mesmo após a votação, a proposta será enviada para cada um dos sete campi da Instituição para ser reorganizado internamente. Conforme o diretor da Unespar em Campo Mourão, Eder Rogério Stela o reenvio do modelo para os campi é necessário, pois existem unidades que ofertam cursos semestrais e outros em regimes diferenciados. Os modelos em discussão foram, num primeiro momento, levados para os colegiados de cursos, com participação dos alunos e professores.
Modelos
O Comércio teve acesso aos três modelos de calendário acadêmico da Unespar. A secretária do campus em União da Vitória, Elizabete de Fátima dos Santos Gomes, ressaltou que a homologação será apenas no dia 30, em uma decisão única para toda a Instituição. No entanto, até lá, a discussão entre os projetos A, B e C se mantém. O que difere, na prática, uma proposta de outra é o período legal dos trinta dias de férias docentes de verão. Funciona assim: na proposta A as férias serão integralmente em janeiro. Na proposta B em fevereiro e março, e na proposta C o período de férias é fracionado entre janeiro, fevereiro e março de 2016.
Já a similaridade é que o calendário acadêmico de 2015 só termina em março do próximo ano. Com isso a Pró Reitoria de Ensino e Graduação (PROGRAD) enviou um comunicado de que mudanças no início do próximo ano letivo podem ocorrer. “Chamamos atenção para o fato de que, considerando o período que os Setores de Controle Acadêmico necessitam para processar as matrículas de Ingressantes (Vestibular e SiSU) e veteranos (com e sem dependências), as propostas trazem consequências distintas para o início e o desenvolvimento do próximo ano letivo de 2016. Por esta razão, apresentamos, para cada proposta, a projeção de calendário para o próximo ano letivo (2016), destacando que, no caso da proposta A, existe a previsão de o recesso do meio do ano ocorrer no mês de agosto/16”, diz parte da nota.
Ainda em nota fica claro que todas as propostas garantem um equilíbrio entre bimestres e semestres letivos (há cursos em regime semestral) sem recessos (apenas nos feriados oficiais) com aulas aos sábados, que podem ser usados para alocar reposições de carga horária. Todas as propostas preveem um recesso de até dez dias entre Natal e Ano Novo.
Vale lembrar que durante a escolha do calendário será levado em conta os dias já trabalhados, e a oferta das cargas horárias integrais das séries/cursos, bem como o mínimo de 200 dias letivos deverão ser garantidos. “Portanto, recomendamos uma análise ponderada das propostas, a fim de que a Instituição escolha aquela que cause menor prejuízo aos segmentos docentes, de estudantes e de agentes universitários”, encerra a nota.