O Rio Grande do Sul vive dias de alerta e preocupação. O informativo epidemiológico do dia 10, divulgado pela Secretaria Estadual da Saúde (SES), contabilizava, até o início daquela semana, dez mortes causadas pela meningite meningocócica neste ano. Foram três do tipo “C”, outras três do tipo “B” e quatro sem identificação. Conforme o documento, “se o cenário de 2015 se mantiver como observado até agora, este ano poderá ultrapassar o número de casos dos dois últimos anos”.
O drama vivido no Sul, contudo, não ultrapassa barreiras. Nas Cidades Irmãs, que ficam na divisa dos estados do Paraná e Santa Catarina, não há registro da doença desde 2009. Naquele ano, porém, segundo a equipe da Vigilância Epidemiológica de União da Vitória, uma morte, provocada pela doença, foi registrada.
Em Porto União, a chefe do setor de Epidemiologia, Maria Inês Stonoga, não soube precisar o último registro da doença. Porém, garante que faz bastante tempo. Ela alerta para a prevenção, sempre necessária, mesmo por aqui, onde a meningite não dá sinais há algum tempo. “O fundamental é manter a casa arejada, sempre com ventilação, inclusive no frio”, aponta.
Entenda a doença
A meningite é uma inflamação das meninges, que são as membranas que envolvem o cérebro. Existem diversos tipos de meningite, e para cada um deles há causa e sintomas específicos. A maioria dos casos é provocada por vírus ou bactérias, mas a doença também pode ser transmitida por fungos.
A versão bacteriana é a mais grave de todas as formas. Ela ocorre geralmente quando a bactéria entra na corrente sanguínea e migra até o cérebro.
Sintomas
De acordo com os setores de epidemiologia, há sinais importantes que podem ajudar na identificação das meningites. São eles: febre alta repentina, dor de cabeça forte, pescoço rígido, vômitos, confusão mental, convulsões, sonolência, falta de apetite e manchas vermelhas na pele.