#DOEVIDA: TODOS POR ALANA!

Campanha está na internet e é para ajudar a pequena Alana, de Irineópolis. Ela está se tratando de uma Leucemia grave em Joinville

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Atualizado há 11 anos

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Alana. (Foto: Reprodução).

Não se pode negar que a solidariedade está ralando solta. Há menos de um mês foi o caso de Simone Pohlmann, moradora de Porto União, que precisa encontrar seus pais biológicos para um tratamento com medula óssea de seu linfoma. Na época uma mobilização tomou conta de internautas que entraram nessa busca, que segundo Simone, é digna de roteiro de uma novela mexicana. Mas, agora, apesar de a personagem ser diferente o pedido é o mesmo: doar medula óssea.

A história se passa a alguns quilômetros das Cidades Irmãs, na vizinha Irineópolis (SC). A pequena Alana Monique Henning, de apenas 2 anos e sete meses, foi diagnosticada com dois tipos de Leucemia, a Linfoide e Mieloide aguda. A descoberta aconteceu em 23 de março e desde lá Alana já passou por duas sessões de quimioterapia. Segundo a mãe, Francine Vieira Mikaowski, o tratamento é muito agressivo e por isso a família procura por outra alternativa. “Ela tem mais quatro sessões para fazer e temos medo que ela fique muito fraca”, desabafa a mãe.

Alana está internada no Hospital Infantil Jeser Amarante Faria, em Joinville. No momento ela está isolada, por conta das quimioterapias. A imunidade de Alana está muito baixa e, por isso, ela contraiu um fungo que acometeu o interior de sua face. Conforme a família, recentemente ela passou por uma cirurgia no rosto para fazer uma limpeza, mas continua tratando e combatendo o fungo. Para acompanhar o tratamento a mãe Francine e o pai, Sergio Henning, tiveram de sair de seus empregos. “O médico disse que é até melhor a gente acompanhar o tratamento junto da Alana porque ela pode responder mais rápido”, conta. No entanto, Francine teve de conviver com a decisão de sua antiga chefe que preferiu demiti-la um mês após o diagnóstico da doença de Alana. “Eu já tinha me conformado, e pensei que era melhor mesmo”, comenta. “O que importa agora não é o dinheiro, mas a saúde da minha filha.”

Dinheiro que, pelo menos, para o tratamento os pais não precisam se preocupar. Desde março Alana segue o tratamento pelo Sistema Único de Saúde, o SUS. A primeira internação foi feita no Hospital São Braz, em Porto União. Menos de um dia depois ela foi transferida para Joinville, de onde Francine quer tirá-la. “Sabemos que tem outro tratamento menos agressivo em outro hospital”, explica.

Esse tratamento é o transplante autólogo, quando são utilizadas as próprias células tronco do paciente, que são tratadas com altas doses de radiação, e aplicadas novamente no paciente. A técnica não é realizada no hospital em que Alana está internada, mas há uma opção na cidade de Barretos (SP), só que para isso a pequena precisa garantir uma vaga. “Não posso tirar ela daqui (Joinville) sem ter uma vaga lá. Ela pode perder o tratamento.”

Pensando nisso a equipe médica que acompanha Alana na cidade catarinense elaborou uma documentação que permite sua transferência. Essa papelada está sendo trazida para Porto União por Sérgio e será entregue para o setor de Oncologia do Hospital São Braz. Vai ser por aqui que os pais saberão se a pequena poderá ser levada para Barretos, ou não, na próxima semana.

Até lá Alana continua em Joinville no tratamento de quimio. A pequena também já está no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome) para receber o transplante. Os pais de Alana fizeram o exame de compatibilidade nesta semana e o resultado sai em 20 dias. Os familiares também irão doar sangue para saber o grau de compatibilidade.

 

Doação

O que Alana mais precisa no momento é de um doador de medula óssea. Para isso é só comparecer na Unidade de Sangue da cidade e doar em nome da pequena. Ela também precisa de sangue O+.

Fraldas tamanho XXG (até 24kg) e lenços umedecidos também serão bem-vindos, já que os pais de Alana estão sem trabalho e nesse momento vivem de doações. Quem tiver interesse e puder ajudar é só entrar na página do Facebook Amigos do Bem Joinville. A página serve como uma central das doações. “A gente depende da ajuda de outras pessoas, porque a Alana depende de nós”, pede a mãe.

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