O projeto que estabelece o aumento da correção dos recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) foi incluído na pauta de votações do plenário da Câmara dos Deputados. O texto propõe que o dinheiro depositado no fundo tenha uma remuneração igual à da poupança.Na prática, significa que o rendimento subiria de cerca de 3% ao ano para aproximadamente 6%.
A nova taxa, se aprovada, valerá para os depósitos feitos a partir de 2016.A mudança causa polêmica. Enquanto o governo afirma que a mudança pode gerar impacto negativo no financiamento da casa própria, os deputados autores do projeto e o próprio presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), dizem que os trabalhadores devem ter uma remuneração maior dos recursos aplicados no fundo.
Enquanto os trabalhadores não podem sacar seus recursos, o dinheiro depositado pelos empregadores no FGTS é usado pelo governo para financiar a construção de moradias, de obras de infraestrutura e de saneamento.
Dessa forma, para garantir uma correção maior para os trabalhadores, os recursos do FGTS teriam que ser emprestados com taxas de juros mais altas. A Caixa Econômica Federal informou que o aumento das prestações de financiamento imobiliário pode chegar a até 37,7%.Para entrar em vigor, a proposta deve ser aprovada pela Câmara e pelo Senado, além de sancionada pela presidente Dilma Rousseff.