Hospital São Braz é representado em Brasília em evento da CMB

Último ato do movimento em prol das santas casas termina na capital federal, no dia 4, com bandeiras e distribuição de carta ao Congresso Nacional

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Atualizado há 11 anos

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Hospital São Braz. (Foto: Mariana Honesko).

Foram três eventos, divididos em três meses. Desde junho, a Confederação das Santas Cataras de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas (CMB), mobiliza o País todo. Tudo para expor as dificuldades de manutenção de suas estruturas. O último ato foi no dia 4, em Brasília.

Por lá, mais de mil manifestantes defenderam a causa e, pessoalmente, entregaram uma carta ao Congresso Nacional, bem como às mãos da presidente Dilma Rousseff. O administrador do Hospital São Braz, de Porto União, Darci Ferreira, esteve na capital federal. “A presidente atendeu o presidente da Federação das Santas Casas de Santa Catarina e nós visitamos todos os gabinetes dos deputados federais”, conta.

Feridas

O movimento da CMB promove a publicidade dos efeitos do processo de falência da rede sem fins lucrativos voltadas ao Sistema Único de Saúde (SUS) e a discussão com a sociedade sobre a realidade destes espaços, bem como da própria saúde no Brasil.

Conforme a carta enviada ao congresso, a dívida do governo com as instituições será superior aos R$ 22 bilhões no final deste ano. A principal causa seria a defasagem da tabela do SUS, que apresenta um déficit médio de 65% entre os custos e as receitas com os procedimentos. A dívida “empata” o sistema financeiro, o pagamento dos fornecedores e até os salários médicos. “Aqui, pelo segundo mês, não conseguimos cumprir com os compromissos com os funcionários”, revela Ferreira. “A situação é caótica”, completa.

Em junho, Ferreira falava em falência, já que a situação, conforme ele, “vai de mal à pior”. “Estamos conscientes de que se o Governo Federal não aportar mais recursos, estamos com os dias contados, até outubro, novembro no máximo. Para tudo”, falou na época ao jornal O Comércio. O efeito do desgaste é em cascata, atingindo estados e, finalmente, os municípios que, sem dinheiro, trabalham engessados.

Filantropia

Os hospitais filantrópicos, segundo a CMB, realizam mais de 240 milhões de atendimentos ambulatoriais para o SUS por ano. Além disso, eles disponibilizam mais de 126 mil leitos para o sistema gratuito, realizam 42% das internações quase 60% dos procedimentos de alta complexidade. Pelo País existem 17 federações estaduais e 1.753 unidades sem fins lucrativos.

 

Outros motivos para questionar

Segundo o portal da CMB, a mobilização ocorre por conta de uma série de fatores. Pontualmente, a organização critica o prazo de seis meses de espera, em média, para a realização de um ultrassom, dos 12 meses para agendamento de tomografia, dos oito para uma consulta com um oncologista e o pagamento feito para algumas especialidades: “um médico recebe o valor equivalente para comprar um quilo de coxa de frango para realizar uma apendicectomia”, diz o texto na página oficial.

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