
Desde bem cedo, as unidades de saúde de União e Porto União receberam papais, mamães e seus filhotes. Todos, de olho em mais uma edição da campanha de vacinação contra a Poliomielite, a popular Paralisia Infantil. “É importante estar aqui. A gente não perde nenhuma”, sorriu Carla Teixeira, mãe de Maria Clara, de quatro anos. Para Zulmira Correia, a vacinação é tão querida que ela guarda em casa as primeiras embalagens vazias dos medicamentos dados ao pequeno Arthur, de oito meses. “Acho importante cuidar e guardar tudo isso. Quando ele for grande, vai ver tudo e entender melhor”, explica. Zulmira e Carla levaram seus baixinhos na sala de vacinas do INSS, no centro de União.
No município, que prevê a vacinação de 3.450 crianças menores de cinco anos até o dia 31, todos os postos estiveram abertos neste sábado, 15. Além da imunização, União atendeu aos homens neste dia “D”. Vários serviços estiveram disponíveis, dentro da estratégia de abordagem do “Agosto Azul”.
Vacinação

O Ministério da Saúde espera vacinar 12 milhões de crianças em todo o País, até o final do mês. Devem tomar as gotinhas todas as crianças maiores de seis meses e com quatro anos incompletos. Para os bebes até os quatros meses e acima de cinco que nunca tomaram a vacina, o medicamento é injetável.
Nos postos, além da campanha contra a Paralisia, ocorre também a atualização da caderneta: vacinas atrasadas, podem ser colocadas em dia. Todo o serviço é gratuito.
Porto União
Na cidade irmã Porto União a meta de imunização é de 2.058 crianças. Desse número, conforme a Vigilância Epidemiológica, 52,50% foram vacinadas, somente no sábado do Dia D.
A mamãe Angelita Nogueira foi uma das mães que levou seu pequeno para tomar a gotinha. Gustavo Garcia Nogueira, de 4 anos, estava um pouco inseguro, mas com a conversa da mãe “é só uma gotinha”, foi rápido conquistar o pequeno. “Saúde da criança é consciência”, diz a mãe Angelita sobre sempre manter atualizada a carteirinha de vacinação, não importa se é campanha ou não.
A campanha contra a pólio continua até o dia 31, na área rural as gotinhas têm um calendário específico. No entanto, quem não comparecer aos postos de saúde neste mês, pode ir até o mais próximo em qualquer dia do ano, pois a gotinha já faz parte do calendário de vacinação nacional.
Conforme Melania Koczyla, do setor de Epidemiologia da Saúde de Porto União, a vacinação é um pouco diferente de criança para criança. “Existem as injetáveis que são até o sexto mês do bebê. Depois, as vacinas são até os 5 anos completos só na gotinha”, explica.
Na campanha deste mês o que prevalece é o método indolor, sem seringas ou agulhas.