Mais de 13 milhões de crianças deixam de ir à escola no Oriente Médio devido aos conflitos devastadores em vários países da região, informou o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Estas crianças vivem nos países mais afetados da região, como a Síria, o Iraque, Iêmen, a Líbia, territórios palestinianos e o Sudão, ou estão refugiadas no Líbano, Jordânia e Turquia.
Quatro em cada dez crianças nos países mais afetados por conflitos não vão à escola. De acordo com o relatório, mais de 8.850 escolas na Síria, Iraque, Iêmen e Líbia não podem receber alunos por terem sido destruídas ou danificadas, por abrigarem desalojados ou por terem sido ocupados por combatentes.
No Iêmen, algumas escolas foram “transformadas em casernas de rebeldes xiitas, privando os alunos do segundo semestre do ano escolar. Na Faixa de Gaza, as crianças usam os estabelecimentos escolares como refúgios porque suas casas foram destruídas no conflito, no verão passado. No Iraque, as escolas servem para acolher três milhões de deslocados internos que a violência obrigou a fugir de casa.
Na Síria, Sudão e Iêmen, assim como em parte da Líbia, os pais deixaram de mandar as crianças à escola por temerem pela sua segurança, diz o Unicef. O fundo da ONU alerta também para o fato que os conflitos reduziram consideravelmente os meios de subsistência das famílias, levando as crianças a deixarem a escola para trabalharem em condições difíceis e mal remuneradas. As meninas casam, em alguns casos a partir dos 13 anos, para diminuir as despesas da família.Atualmente, menos de 2% do total dos fundos da ajuda humanitária são destinados à educação.