
A greve dos servidores do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) já dura quase dois meses em União da Vitória e Porto União. Agora, o movimento tem agravante: há quase uma semana, os médicos peritos decidiram pela adesão. Na pauta de reivindicações, entre outros pedidos, a categoria pede turno estendido e redução do dissídio de quatro para um ano.
Nas Cidades Irmãs, o manifesto da classe não ocorre. O único perito de União, por exemplo, segue trabalhando. Em Porto União, os dois profissionais se revezam nos atendimentos mais urgentes – a prioridade é para as perícias iniciais. Por enquanto, em ambos os municípios, não há prejuízos. No caso de pericias já em andamento, o agendamento garante a cobertura dos pacientes.
Entre outros pedidos, a greve dos servidores do INSS pede o fim do assédio moral e a incorporação das gratificações. Por enquanto, nas Cidades Irmãs, as unidades trabalham no “escuro”, sem previsão de negociação – ou do fim dela – com o Governo Federal.
Comportamento da greve
Em União, a agência do INSS está atendendo ao público com apenas 30% do seu efetivo. Assim, o trabalho é mais lento. Os agendamentos, por exemplo, que ocorriam para no máximo cinco dias, já levam 20, ou mais. A agência aderiu ao movimento no começo de julho. As portas da unidade, na Rua Ipiranga, no centro, seguem abertas, mas, com uma hora a menos de expediente: das 7 às 16 horas.
Já em Porto União, o mecanismo é um pouco distinto. Em greve há um pouco menos tempo, a agência executa apenas as pericias agendadas e as remarcações da agenda. O INSS da cidade trabalha sob portas fechadas, sem atendimento ao público. No prédio, apenas dois servidores e dois médicos peritos cuidam da demanda. Os demais funcionários seguem em greve.