E AGORA?: Os erros de quem perde o emprego…. … e a certeza da volta por cima

Especialistas garantem que é possível recomeçar

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Atualizado há 11 anos

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Conseguir e manter o emprego não são tarefas tão fáceis assim: condição financeira da empresa também afeta durabilidade do profissional

De repente, o trabalho que era tão sagrado, não existe mais. Sem você entender direito, ganha a assustadora “conta”. E agora? O comportamento de quem perde o emprego é alvo de pesquisas, estudos, diagnósticos. Especialistas garantem que sim, é possível recomeçar e ser, inclusive, muito mais feliz – talvez até encontrar a real vocação – a partir de uma nova oportunidade.

Porém, se você for o próximo na fila de demissões, é importante ter calma, não “meter os pés pelas mãos” e jamais ceder ao pânico. “O desespero não deve vir à tona, por isso é muito importante buscar pensar para frente e fazer coisas que tragam alegria, satisfação e bem-estar. A revolta também deve ser contida. Ela não vai ajudar, inclusive pode prejudicar”, defende a especialista em gestão de pessoas e mestra em Organização Industrial, Hermine Luiza Schreiner.

Em tempos de dificuldade, a prioridade é fazer escolhas inteligentes e cuidar da reputação. Aproveitar o tempo livre também é uma opção interessante. Aliás, é até recomendável que se faça. “Aproveite para fazer aquilo que gostaria de ter feito e não tinha tempo como cuidar mais de você, visitar amigos, curtir mais a família, ler um bom livro, ver um bom filme, se atualizar”, recomenda Hermine.

O importante é lembrar que o que se perdeu foi apenas um trabalho. E ponto. Atitudes positivas, habilidades e competências podem levar a outros caminhos, talvez melhores e mais saudáveis. “Peixe dentro do aquário não enxerga muito longe. Quebre rotinas e modelos de gestão que já estavam em sua cabeça como modelos ideais. Isso pode ser bem saudável nesse momento. Dedicação, criatividade, atitudes positivas, bom humor e resultados positivos podem ajudar a manter o emprego. Lembre-se que o aprendizado não vem somente dos livros”, orienta.

Onde a economia, e a crise, mandam

Mas, mesmo as qualificações talvez não garantam a permanência no emprego. O contexto econômico da empresa pode não contribuir para isso. No momento, o jogo de cintura, de funcionários e patrões, é o que prevalece. Às vezes, nem isso dá certo.

Apenas em agosto, por exemplo, o índice de desemprego foi computado em 8,5%. O País vive uma situação de bonança inflada por crédito fictício e de pouco lastro: atualmente, considera-se que mais de 25% da população é inadimplente, somando um total de 57 milhões de brasileiros.

Para o economista Álvaro Concha, embora o cenário não seja o melhor, é possível encontrar luz no fim do túnel. “E o que se espera é que essa taxa de desemprego venha a reequilibrar essa realidade nacional forçando os preços dos serviços para baixo. Além disso, com a falta de emprego, mais brasileiros estarão disponíveis para o mercado de trabalho, o que resolve um segundo problema do empresariado que sofria com a falta de mão de obra qualificada e disponível no mercado”, explica.

Quem está empregado, precisa respirar fundo e segurar a pressão. Vale até aguentar o mau humor do chefe e todas as pressões. Quem ganha a conta, por outro lado, pode aproveitar o crescimento dos setores alimentício, do varejo e da exportação. Para o Brasil, as ondas de desestabilidade continuam, o que afeta diretamente o emprego dos trabalhadores. “Para se ter uma ideia, o orçamento da União prevê um crescimento pífio do PIB de 0,2% para o próximo ano, ou seja, nada. Obviamente que esse crescimento se reflete nos empregos, na geração de riquezas, na perspectiva de futuro de cidadãos e empresários que investem, apostam ou não. Podemos esperar um 2016 mais duro do que este ano, pelo acúmulo de um 2015 e um 2016 ruins. Isso significa que provavelmente teremos ainda menos empregos no ano que vem”, avalia.

 

E se o desespero não largar o seu pé?

Para a psicologia, ficar triste com a perda do emprego – da rotina, dos colegas e do salário – é normal. O que não é, por outro lado, é ficar deprimido. “Deprimir é mais grave, e nesse caso, exige a tomada de providências como psicoterapia ou auxílio medicamentoso, de acordo com o grau de depressão que o trabalhador se encontra”, orienta a psicóloga Daniele Janiewski.

De acordo com a capacidade de resiliência do trabalhador, a perda de um emprego pode ser uma oportunidade de melhorar de vida, de ser criativo e de buscar novas opções como fonte de renda.

Outra dica, até para aliviar as más impressões e futuros transtornos, é a realização da entrevista de desligamento. Isso mesmo. É um momento onde chefe e subordinado recebem um feedback sobre o desempenho de ambos. “A entrevista de desligamento deve ser tão importante quanto uma entrevista de seleção de funcionários, pois ela permite ouvir o trabalhador na hora em que ele está saindo da organização. Assim, ele poderá ser bastante sincero em suas respostas e considerações sobre os processos organizacionais”, ensina a psicóloga.

 

Para ter na cabeceira

Daniele recomenta algumas leituras bem interessantes. A primeira é o texto “Empurre sua vaquinha”, texto que exprime metaforicamente o que ocorre quando saímos de nossa zona de conforto e buscamos novas maneiras de sobreviver. Além desse texto, existe ainda o livro “Quem mexeu no meu queijo? ”, do autor Spencer Johnson, uma obra que incentiva o preparo diário para as possíveis mudanças no trabalho.

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