TROPEIRISMO: Pesquisadores exibem peças de acervo no Castelinho

Mais de 30 itens poderão ser apreciados pela comunidade até o dia 5 de novembro

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Atualizado há 11 anos

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(Foto: Mariana Honesko).

Amantes natos da cultura local, os amigos e pesquisadores, Marcos Alaor Santos, João Miguel Moraes e José Zito Alves, assinam a primeira mostra de Acervo Tropeirista.

O evento, conforme Alves, é um “aperitivo” das comemorações dos cem anos de Porto União, lembrados em 2017. Os tropeiros, que passaram pela terrinha, não poderiam cair no esquecimento.

A “traia” do tropeiro

De acordo com José Zito, um dos principais fomentadores da exposição, quem for até a Casa Cultural Aníbal Khury a partir de hoje – e até o dia 5 de novembro – vai poder conhecer um pouco mais sobre um grupo ousado, desbravador, que caminhou por apenas onde os cavalos andavam, na época da colonização das Cidades Irmãs.

O acervo é intimista e simples. “É toda a traia do tropeiro”, sorri Alves. Essa traia toda envolve laços trançados, utensílios rústicos de cozinha e adereços para domar animais. São cerca de 30 peças, todas recolhidas ao longo de anos, em garimpos caseiros mesmo, na casa de amigos e até com os agentes recicladores que, entre uma sacola e outra, “farejaram” história. “A gente está somente de passagem nessa vida. É importante fazer algo por quem passou por aqui e não está mais sendo visto”, justifica Alves.

A mostra é uma homenagem ao Dia Nacional do Tropeiro, lembrado em 26 de outubro.

Sobre os tropeiros

O historiador e colunista de O Comércio, Odilon Muncinelli, na edição de ontem, lembrou a participação dos tropeiros no desenvolvimento regional. Conforme sua redação, em 1726, as primeiras expedições foram realizadas, porém, sem qualquer formação de povoamento local. Foi apenas em 1769, que Antônio Silveira Peixoto criou o “Entreposto Nossa Senhora da Vitória”, como ponto de partida.

Na prática, o Ciclo do Tropeirismo começou em União da Vitória em abril de 1842, quanto o tropeiro e sertanista Pedro da Siqueira Cortes descobriu o “vau” ou, “o passo do Iguassú”, próximo à Ponte de Ferro.

Sobre os pesquisadores

Eles são gente simples da comunidade, porém, donos de um amor imenso pelo tropeirismo. Unidos pela amizade e pelo gosto, assinam a primeira mostra.

João Miguel, por exemplo, além de colecionador, produz instrumentos similares aos usados pelos primeiros tropeiros.

José Zito, embora sem ligação sanguínea com o grupo, é filho de domador de cavalos, uma das especialidades dos desbravadores.

Marcos, é neto de tropeiro e por isso, carrega no DNA a vontade de perpetuar a história de seus antepassados.

 

Exposição aberta ao público

Onde

No Castelinho, em horário comercial

Quando

A partir de hoje até o dia 5 de novembro

Investimento

Entrada franca

O quê

Acervo Tropeirista

 

O tema da próxima mostra já está idealizado pelos amigos: os motoristas, que vieram logo depois dos tropeiros, terão seu “lugar ao sol”.

 

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