Conheça a história da Voz de Ouro do rádio local

Jota Marcondes trabalhou 30 anos em rádio

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Atualizado há 14 anos

Juarez Marcondes (Jota) deixou hoje (19) pela manhã um legado de fãs, em decorrência de um infarto. Jota, 56 anos, era uma das vozes mais conhecidas do rádio local, meio em que atuava há mais de 30 anos, sendo os últimos na Super Rádio União, emissora em que apresentava o tradicional programa “A Hora do Jota” que tinha início às 13h e se estendia até às 16.

Além disso, era um exímio locutor esportivo. Às 11h30 apresentava juntamente da equipe esportiva as informações locais e regionais, bem como nos finais de semana transmitia com fulgor os campeonatos esportivos.

Na memória
Fãs irão guardar na memória as frases memoráveis do locutor. Tais como: “Jota falando, coração balançando”, “Chega de lorota! A hora é do Jota”, entre outras frases que se faziam presentes durante a sua programação.

A história do locutor
Jota Marcondes foi o escolhido em 2006 para falar sobre a história do rádio no livro da Jornalista Karoline Ruaro. Sua experiência radiofônica foi contada nas páginas da obra a ‘História do Rádio em Porto União e União da Vitória’. Na entrevista, Jota Marcondes contou que sua carreira começou na Rádio Educadora.

Em 1976 era redator, mas isso só durou três meses. Sua grande paixão estava em falar, dessa maneira assume a apresentação de um programa musical e mais tarde um noticiário. Ficou um ano na Rádio Educadora. “Para fazer a programação a gente usava uns gravadores de rolo, enormes com toca discos para aqueles LP’s”, explicou.

Quando começou no rádio, Marcondes trabalhava até às 11h da noite. “Era o horário que fechavam as rádios. Em certa ocasião era quase o horário de fechamento da rádio e acabara de chegar uma nota de falecimento, na ânsia de ir embora logo eu peguei a nota e tratei de ler no ar. Eu falei assim: comunicamos com profundo prazer o falecimento do Sr. … e no fim da nota eu repeti: Comunicamos com profundo prazer o falecimento…Foi uma das piores situações da minha vida, eu nunca vou me esquecer, aí já veio meu chefe falar comigo e eu fiquei uns cinco dias sem falar no ar, mas foi sem querer (risos)”, afirmou.

“Depois me mudei para Curitiba, trabalhei um tempo em algumas rádios. Fiquei seis anos na Rádio Atalaia AM, trabalhei também quatro anos na TV Iguaçu. Passei também algum tempo na Rádio Clube FM e na Rádio Independência. Eu fazia locução de programas e comecei a cobrir a editoria de esportes também, eu aprendi muito nesse tempo que estive fora”, disse Marcondes.

A parte esportiva sempre atraiu muito a atenção de Marcondes, mas ele ainda não tinha uma oportunidade de mostrar que sabia fazer e foi em Curitiba que ele conseguiu começar. “Foi difícil no começo, a equipe e eu tínhamos que viajar muito para cobrir os jogos, era cansativo.”

Em 1987, Marcondes volta a União da Vitória e à Rádio União. “Agora já estávamos entrando em uma nova fase, as cartucheiras eram usadas para gravar os comerciais e a gente tinha todo este equipamento aqui na rádio. Depois começaram a aparecer os CD’s, facilitando a nossa vida, ficava mais rápido fazer o programa.”

A Rádio União sempre esteve atenta às mudanças tecnológicas. “Agora a gente compete de igual para igual com as grandes rádios das capitais”, afirmou Marcondes. Além dos equipamentos, outro fator para a competitividade é a atualização constante dos funcionários. “Por exemplo: por mais que as rádios tentem mudar, o sertanejo ainda é uma febre no país. Não adianta tirar isso da programação que você vai perder seu ouvinte. Mas é necessário procurar os lançamentos, as novidades dentro de cada estilo e isso cabe ao locutor estar antenado.”

Em 1989, surge a primeira FM da cidade e Marcondes empresta sua voz para a emissora Verde Vale.

Marcondes trabalhou pela manhã na FM Verde Vale, apresentando o jornal do meio dia na Rádio União, fazendo o programa esportivo das 11h30 ao meio dia e aos finais de semana transmitindo os jogos de futebol.

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