Germano Wagenführ dá o tom em sessão da Câmara

Pai pede melhorias na estrutura e vereadores sugerem Audiência Pública para ajudar instituição estadual

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Atualizado há 11 anos

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Estudantes e professores se manifestaram contra os comentários feitos pela própria comunidade escolar

A pauta da 33ª sessão da Câmara de Vereadores de Porto União, realizada nesta terça-feira, 20, praticamente foi uma repetição da reunião anterior. É que na semana passada a saída de quatro vereadores acabou deixando o plenário sem quórum. A reunião teve que ser cancelada aos 40 minutos.

De novo, portanto, a situação estrutural do Colégio Germano Wagenführ, do Bairro São Pedro, moveu todos os discursos dos vereadores que usaram a tribuna – de novo, pela maioria. Quem saiu na ultima reunião – com exceção de Sandro Calikoski, que nesta terça faltou – justificou sua saída e garantiu que o gesto não teve qualquer ligação com a presença dos pais e alunos da Instituição. Os vereadores foram francos e sem muitas “alfinetadas”, não esconderam que a motivação foi política.

Como mostrou O Comércio, a saída do plenário foi um repúdio à presidência de Osmar Martins (PMDB), que assumiu a cadeira diante da então ausência de Almir Borini (DEM). Mesmo assim, o assunto ficou tão delicado que sequer a pauta da 32ª sessão foi aprovada nesta terça. Os quatro ausentes da semana passada querem entender melhor o contexto da redação.

Problemas na escola

Nem tão longa, a pauta permitiu uma discussão maior sobre as condições do Germano Wagenführ. A escola fica no Bairro São Pedro, é tradicional, mas já passou por altos e baixos. Na sessão, Celso Rodrigues, pai de aluno, usou a tribuna para falar em nome da comunidade. Ele listou uma série de problemas na estrutura da escola e pediu ajuda para as questões de segurança. “As grades não estão boas, o ginásio, lastimável, e temos problemas com drogas também. Queremos policiais fazendo ronda, câmeras. Sabemos que é uma escola estadual, mas estamos aqui para pedir ajuda”, falou.

A partir do seu pronunciamento, os vereadores ora atacaram o governo de Santa Catarina ora lembraram o histórico de construção e obras que envolveram a escola. De prático mesmo, ficou decidido que o Legislativo vai tentar organizar uma Audiência Pública com a comunidade e a Promotoria, já que por ser uma obra do Estado, pouco se pode fazer dentro do município. A ideia é reunir o maior número de manifestantes para que a ação pressione uma atitude do governo estadual.

Amordaçados

Alunos do Germano ocuparam o auditório. Quietos, usaram mordaças como manifesto de neutralidade. “Foi para dizermos para todos de que não estamos de lado algum, que política se faz para o bem comum e não para garantir votos no bairro”, disse um dos manifestantes.

O preto, por outro lado, foi repúdio aos pais e alunos que prejudicam a imagem da escola, a partir de comentários ruins sobre a instituição.

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