O gráfico oscilante da cotação do dólar pode ser um tormento para alguns. Mas quando a linha sobe, no Paraná um segmento da economia comemora – o da agricultura.
O plantio da safra verão 2015/2016 está feito. A colheita será de 22,3 milhões de toneladas de grãos. Dos 5,8 milhões de hectares plantados, 5,1 milhões são de soja – quase toda exportada.
Os produtores já venderam 28% da safra. Houve aumento de 10% no preço. A queda do real aumentou a competitividade no mercado internacional. A combinação de fatores é excelente para o Estado.
Até quem sofre com a crise é beneficiado com este “boom”. Com economia estabilizada, cresce a arrecadação de impostos e geração de empregos. O fim das filas no Porto de Paranaguá ajuda também pois dá maior agilidade para escoar a riqueza agrícola.
Mas a safra de grãos alimenta não só os bolsos dos produtores. Colabora com insumo para outro setor gigante – o da pecuária
No primeiro semestre o Paraná se tornou o maior produtor de carne do país graças aos 8% de crescimento da avicultura e suinocultura. Foram produzidos 2,4 milhões de toneladas de carne.
Antes, era a febre aftosa e outras doenças que ganhavam destaque. Agora, uma rede de proteção foi criada para se evitar tais abalos. O Estado contratou 169 veterinários, agrônomos e técnicos pois quer ser área livre destas doenças – sem vacinação.
Em outra ponta surgiu a Rede Agro. Uniu pesquisadores das universidades com os dos institutos do Estado em parceria com o setor produtivo. O objetivo é dar saltos qualitativos e quantitativos na produção e busca de novos mercados.
Paralelo a este movimento, o BRDE abre os cofres para financiamento. Em 6 meses concedeu R$ 852 milhões para o agronegócio.
Um gráfico de tudo isso aponta para o alto. O resultado é raro no Brasil de hoje, mas retrata bem a força do campo no Paraná.