De novo, a 34ª sessão da Câmara de Vereadores de Porto União começou tensa. De novo, por conta da ata da 32ª reunião, aquela que por falta de quórum teve que ser encerrada aos 40 minutos. Na discussão, ficou mais clara a rivalidade política entre os vereadores Carlos Roderlei Pinto (PSB) e Osmar Martins (PMDB), bem como incerta a aprovação do documento.
Passado os rumores, a sessão foi longa (terminou perto das 22 horas) e entre um pronunciamento e outro, deu espaço para a fala do comandante da Polícia Militar local, José Ronaldo Branco. A participação dele na tribuna foi a segunda, apenas neste ano.
Por quase uma hora, ele praticamente conversou com os vereadores, falou sobre o trabalho do batalhão na cidade, esclareceu dúvidas sobre a realização de blitz e cobrança de multas e, ao final, deixou um recado, uma síntese de seu discurso. “Que os pais ou o responsável ensinem seus filhos que a família esteja junto. Se a família criar seus filhos, a PM pode ficar sem trabalho”, disse.
Vereador se afasta
Paulo Kovalski (PSDB) teve seu pedido de afastamento “para tratar de interesses particulares”, como mostra a Resolução 217/15, aprovado. Nesta terça-feira, 27, ele usou a tribuna para se despedir. Antes, porém, falou com base em números sobre o comportamento do Legislativo e do Executivo.
Sobre sua saída, anunciou que será substituído pelo seu suplente, Jacir Barth, do mesmo partido, e que fará o possível para acompanhar as reuniões, embora à distância. “Quando eu puder, estarei aqui no auditório ou até assistirei de casa mesmo, já que é possível. Se precisarem de mim, estarei à disposição e espero que o Jacir faça um bom trabalho nesta Câmara”, disse. Kovalski fica afastado por 30 dias. Em dezembro, o vereador retorna.