FARMÁCIA POPULAR: Mesmo com possível corte, farmácias garantem descontos

Projeto que zera o repasse do Governo Federal foi enviado ao Senado no final do mês passado

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Atualizado há 11 anos

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Neste ano o programa irá receber R$ 578 milhões. Se a proposta passar pelo Senado, esse valor será reduzido a zero em 2016

Apertar os cintos é o termo da vez. Não só para os brasileiros, mas para o governo também. No final do mês passado foi enviada ao Senado a proposta orçamentária para 2016. Nela, um dos programas prediletos da Saúde pode ter repasse zero a partir no ano que vem.

O programa Aqui tem Farmácia Popular foi criado em 2006 e permite a compra de medicamentos para rinite, colesterol, mal de Parkinson, glaucoma, osteoporose, anticoncepcionais e fraldas geriátricas com descontos que chegam a 90%. Outros são gratuitos. E esse modelo, conforme a proposta encaminhada ao Senado, será mantido.

Nesse caso é um braço do programa, chamado Saúde Não Tem Preço. Aqui o paciente não precisa pagar na farmácia remédios para diabetes, hipertensão e asma ou em unidades próprias do Farmácia Popular. A previsão é de que não ultrapasse 460 postos de venda, em todo o País a partir de janeiro.

Por outro lado, aqui nas Cidades Irmãs, farmácias já estão buscando por alternativas, caso o corte realmente ocorra. É o caso da rede Rodocentro. Por lá a porcentagem de desconto será transferida para um programa de fidelidade.

Outro caso é da rede Preço Popular. Na unidade de Porto União, localizada na Avenida Sete de Setembro, nenhuma posição foi tomada, mas conforme a gerência, o que pode acontecer é a mudança do fluxo na farmácia para o Posto de Saúde. A entrega no “postinho” já ocorre há tempos e paralelo ao programa federal.

A escolha do setor atingido não foi sem motivo. A área de média e alta complexidade conta com uma rede poderosa de defensores tanto no Congresso quanto nos Estados e municípios. Ao mirar nesta área, o Ministério da Saúde tenta encontrar entre parlamentares, governadores e prefeitos uma rede de apoio que não encontrou dentro do próprio governo e, com isso, tentar reverter o tamanho do corte. Na nota divulgada, o Ministério da Saúde diz que trabalha para solucionar o problema e admite que a situação preocupa e traz riscos à manutenção do SUS, o Sistema Único de Saúde.

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