Ricardo Dragoni deixa a Secretaria de Finanças no dia 30

Engenheiro sai da prefeitura de Porto União e assume no dia 1º de dezembro nova função na Administração de União da Vitória

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Atualizado há 11 anos

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Ricardo Dragoni

Ricardo Dragoni é um homem insatisfeito por natureza. Não, isso não é um defeito. No caso do Engenheiro Cartógrafo, no alto de seus 57 anos, a insatisfação é o que o move a buscar sempre uma nova possiblidade ou, como ele mesmo define, um novo desafio. Ao olhar para trás, Dragoni percebe que sua trajetória, na verdade, sempre foi marcada por um único verbo: buscar, buscar e buscar.

Por isso, depois de 26 anos como servidor municipal de Porto União, Dragoni abraça um novo projeto. Vai para pertinho: a convite do prefeito de União da Vitória, Pedro Ivo Ilkiv, assume no dia 1º de dezembro um cargo dentro do Gabinete Municipal. Por lá, deve desempenhar oficialmente o que em Porto União vinha fazendo nos bastidores, ou seja, ajudar, com comprometimento, vários setores.

Aliás, essa camuflagem é típica do secretário de Finanças. Antes de ocupar a função, em 2007, passou pelas secretarias de Administração e Planejamento. “Comecei aqui na topografia, ainda em 1985. Fui para estas várias secretarias e em 2007, assumi temporariamente a de Finanças. Acabei ficando até agora”, sorri. Na época, a gestão da pasta era um desafio, exatamente daqueles que Dragoni aprecia. “Na verdade, gosto disso. Acho que sou viciado em adrenalina”, brinca.

Justamente por isso, aceitou o convite de Pedro Ivo Ilkiv. “O desafio, de novo, é o que motiva a minha mudança”, explica. Sem medo do quem vem pela frente, o secretário aposta no sucesso da “empreitada”. Emocionado, afirma que o importante é não ter arrependimentos, especialmente do que se fez. “Mesmo se for algo errado, a gente sempre aprende algo.”

De sua sala simples, sem decoração e iluminada a maior parte do tempo apenas pela luz natural que entrava pela janela, Dragoni garante que jamais vai abandonar os bons amigos que fez ao longo de duas décadas – e um pouco mais – de prefeitura. Com lágrimas nos olhos, pertinho do calendário que se afunila, sorri. “Não vou abondar ninguém”, garante.

Bastidores

Filho de um “gerente de mato”, Dragoni estudou toda sua vida na rede pública de ensino. É dele, portanto, o mérito de ter conquistado uma cadeira em uma Instituição Federal e, nela, ter cursado Engenharia Cartográfica. O secretário não tem MBA, mas aprendeu com a vida e com o esforço próprio, um pouco sobre tudo. Nada disso, contudo, “empinou seu nariz”.

Casado, pai de dois filhos advogados, gosta de cuidar da própria casa. “Eu mesmo lavo as paredes, pinto, limpo fossa. Sei o valor do trabalhador e não é porque sou secretário de uma prefeitura, de um setor de grande responsabilidade, que vou deixar de fazer isso tudo”, explica.

No trabalho, ele garante que é um bom soldado, que sabe cumprir ordens ao mesmo tempo em que coloca sua posição, ainda que contrária. “Procuro fazer sempre o que é correto, mas já expus minha opinião para os prefeitos e às vezes elas eram diferentes das deles. Nunca tive medo.”

A dedicação pelo serviço público, que já o fez ficar longe da família nas viagens de férias em várias ocasiões e até atender a comunidade na madrugada, é sua bandeira, seu combustível. “Saio sem mágoas, tranquilo”, sorri.

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