Expectativa de vida da população avança e qualidade segue caminho oposto

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Atualizado há 11 anos

Com o avanço da medicina, a expectativa de vida dos brasileiros aumentou ao longo dos anos. Entretanto, nem sempre esse envelhecimento vem acompanhado de boa saúde e qualidade de vida. Hoje, os idosos vivem mais e, como consequência, chegam à fase da dependência, necessitando de mais cuidados e atenção.

Uma pesquisa feita na Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, que avaliou duas gerações de idosos nos anos 2000 e 2010, mostra que a expectativa e a qualidade de vida dos brasileiros estão seguindo caminhos opostos.

O critério de comparação foi o percentual de pessoas incapazes, ou seja, que não têm condições de fazer tarefas mínimas, por causa de doenças crônicas, como hipertensão, problemas no coração e pulmão, diabetes e doenças nas articulações. Em dez anos, a expectativa média de vida de homens e mulheres aumentou. E o número de incapazes entre 60 e 64 anos também subiu, passando de 27% para 32%. Entre os idosos de 70 e 74 anos, foi ainda maior, de quase 30% para 40%.

O avanço do envelhecimento da população exige uma adequação do sistema de saúde para receber estes idosos. Pesquisa feita pelo Ministério da Saúde, em 2014, mostrou que 6,8% dos idosos apresentavam limitações para realizar atividades cotidianas em casa, como comer e se vestir. Além disso, 17,3% encontravam obstáculos para a realização de atividades corriqueiras, como fazer compras e tomar medicamentos.

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