
O caminho para quem deseja ingressar no mercado de trabalho nem sempre é simples. Porém, algumas iniciativas, como o programa ‘Menor Aprendiz’, ajudam os jovens nesse processo. É, exatamente por meio desse programa, aderido pela Secretaria Municipal de Assistência Social de União da Vitória, que sete adolescentes de baixa renda, entre 14 e 16 anos, realizam estágio em duas entidades locais. Dois estão na agência do Banco do Brasil e cinco na Companhia Paranaense de Energia (Copel). São dois anos de estágio.
Para instituir o ‘Menor Aprendiz’ no município, a Secretaria de Assistência Social firmou convênio com a Associação de Educação Familiar e Social do Paraná. E, para avaliar o andamento do programa, no município, duas representantes da entidade estiveram em União da Vitória, nesta semana. Na ocasião, a tesoureira e a assistente social da Associação, Rosa Mityo Sato e Mirian do Rocio Simion, foram recebidas pela secretária de Assistência Social, Mônica Andrea Barcelos do Amaral. A pedagoga que acompanha os adolescentes inscritos no programa, Loriziane Albuquerque também participou do encontro.
Conforme a secretária, os requisitos para ser beneficiado com o programa são: faixa etária entre 14 e 16 anos; renda familiar de até meio salário mínimo regional per capita, preferencialmente de família beneficiada por programas sociais do governo federal, destinados à população de baixa renda e; recrutados na rede de escolas públicas, com bom aproveitamento e frequência regular na instituição de ensino. “Todos os requisitos são cobrados, rigorosamente”, destaca Mônica.
Nas empresas, os adolescentes cumprem jornada prática de quatro horas, de segunda a quinta e, na sexta-feira participam de encontro com a pedagoga. Nesses encontros, além do material das apostilas, Loriziane trabalha assuntos do cotidiano dos aprendizes. Dificuldades enfrentadas na escola e no trabalho também estão na lista de temas discutidos. Entre os conteúdos trabalhados com os adolescentes estão cidadania, inclusão, atualidade, tecnologia. A cada 15 dias uma equipe técnica dos Centros de Referência de Assistência Social (Cras) participa dos encontros.
Sobre o programa ‘Menor Aprendiz’, aderido pelo município, o prefeito, Pedro Ivo Ilkiv, defende que, é uma oportunidade dos adolescentes serem inseridos no mercado de trabalho. “O primeiro emprego é extremamente importante, ele pode ser o primeiro passo para a construção de carreira bem sucedida”, aponta.
Quanto à atuação dos alunos nas empresas e o desempenho escolar, Mônica diz que é positiva. “Eles têm se dedicado, estão sabendo aproveitar a oportunidade e nós estamos oferecendo todo o suporte necessário para que eles possam desenvolver um bom trabalho”, finaliza.
Menor Aprendiz
O programa tem como objetivo propiciar a integração do aprendiz ao mundo do trabalho, bem como sua formação profissional por meio da aprendizagem, sendo esta compreendida como estratégia de formação técnico-profissional metódica, compatível com seu desenvolvimento físico, moral e psicológico, mediante a participação do adolescente em atividades e cursos, entre outros eventos de orientação profissional e vocacional.