
O papel desempenhado durante as duas décadas de atuação da Associação dos Diários de Interior (ADI) foi reconhecido durante Sessão Solene na Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina, nesta segunda-feira. Durante o ato foi lançado o livro ADI SC 20 Anos, publicação que narra o inicio e a consolidação do jornalismo regional catarinense.
A homenagem integrou a programação do 10º Workshop de Integração dos Diários de Interior. Durante a tarde de ontem, profissionais da imprensa de todo o Estado se reuniram para debater o papel do jornalismo na atualidade.
Para o presidente da ADI Nacional e de Santa Catarina, Ámer Félix Ribeiro, o evento é a consolidação do trabalho feito pela entidade ao longo de sua história.
“Hoje, os jornais do interior estão na moda. Os grandes investidores estão enxergando a ADI de forma diferente, como jornais que dão resultados, são diários que trazem a linguagem regional”, expõe.
Os jornais associados a ADI compõem uma rede de 30 periódicos, unindo mais de 150 jornalistas em Santa Catarina. Com o advento das internet, as publicações da entidade chegam a todos os cantos do mundo, sempre com a qualidade garantida por um grupo com duas décadas de história.
“Com a internet, a audiência do jornal melhorou. Agora nós temos como passar a informação no papel e também de forma online”, ressalta Ribeiro.
A palestra com o professor doutor da Universidade de São Paulo (USP) e colunista da revista Época e do jornal O Estado de São Paulo, Eugênio Bucci abriu o círculo de debates.
Durante a sua apresentação, Bucci destacou o papel do jornalismo regional nos fatos históricos do Brasil, além da relação entre a mídia e o Poder Público.
“É essencial a independência editorial para a originalidade dos jornais. A simpatia excessiva com o poder é o caminho da irrelevância e não deve ser trilhado”, salienta.
O diretor de Conteúdos Editoriais Multimídia do Grupo Sinos, do Rio Grande do Sul, Nelson Matzenbacher Ferrão também foi destaque na programação. Segundo Ferrão, o jornalismo regional deve se portar como o amplificador das vozes e reivindicações das comunidades.
“O jornalismo deve ser importar com as pessoas, focar no que elas precisam. Enquanto o jornal for independente, ele terá a confiança do seu leitor”, acredita.










