Nesta quarta-feira, Mallet terá o “Dia D” de combate ao Aedes Aegypit

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Atualizado há 11 anos

Na quarta-feira, 9, será realizado em Mallet e nas cidades da região o “Dia D” de combate ao mosquito Aedes Aegypit, que serve como vetor para a transmissão da dengue, chikungunya e febre zica. “A prevenção é o melhor remédio e o mais barato para todos”, alertam os colaboradores do setor de Vigilância Sanitária do município.

Nesta data, haverá panfletagem para conscientizar a população e pedir que as propriedades sejam mantidas limpas, sem lixo ou materiais que possam acumular água. “Pedimos que as pessoas contribuam, que assumam o compromisso diário de evitar a proliferação do mosquito e os possíveis criadouros”, diz a secretária municipal de Saúde, Erlete Bileski.

A recomendação para a realização das ações de conscientização da população e combate ao mosquito partiram da 4ª Reigonal de Saúde, uma vez que muitas cidades brasileiras vivem uma epidemia de dengue e que a Superintendência de Vigilância em Saúde de Santa Catarina já confirmou a existência de sete pessoas infectadas pelo zika no estado que faz divisa com o Paraná.

“Toda a população deve se mobilizar para combater o Aedes Aegypit, pois a única forma de pararmos estas doenças é impedindo a proliferação do mosquito. Solicitamos o auxílio de todos porque sabemos que esta época do ano é chuvosa e que com os dias mais quentes o ambiente torna-se ainda mais propício para a reprodução do mosquito”, diz o prefeito de Mallet, Rogério da Silva Almeida.

Conheça a diferença entre a Dengue, Chikungunya e Febre Zica (Fonte: Editora Abril)

Dengue: Dentre as três, é a mais conhecida e presente no Brasil. O país vive hoje uma epidemia da doença com 367,8 casos para cada 100 mil habitantes registrados até o dia 18 de abril. O vírus da dengue é transmitido pela picada do mosquito aedes aegypti. Os sintomas são: febre alta (geralmente dura de 2 a 7 dias), dor de cabeça, dores no corpo e articulações, prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos, erupção e coceira na pele. Nos casos graves, o doente também pode ter sangramentos (nariz, gengivas), dor abdominal, vômitos persistentes, sonolência, irritabilidade, hipotensão e tontura. Em casos extremos, a dengue pode matar – até 18 de abril foram registrados 229 óbitos.

Chikungunya: Até 18 de abril deste ano, foram registrados 1.688 casos de chikungunya. Os primeiros casos “nativos” da doença no Brasil apareceram em setembro do ano passado em Oiapoque, no Amapá. Antes disso, já haviam sido detectados casos de pessoas que contraíram a virose fora do país. A origem do nome chikungunya é africana e significa “aqueles que se dobram”. É uma referência à postura dos doentes, que andam curvados por sentirem dores fortes nas articulações. Esta doença é transmitida pelos mosquitos aedes aegypti e aedes albopictus. O principal sintoma é a dor nas articulações de pés e mãos, que é mais intensa do que nos quadros de dengue. Além disso, também são sintomas: febre repentina acima de 39 graus, dor de cabeça, dor nos músculos e manchas vermelhas na pele. Cerca de 30% dos casos não chegam a desenvolver sintomas. Segundo o Ministério da Saúde, as mortes são raras.

Febre Zika: A suspeita é de que ela tenha sido trazida para o Brasil durante a Copa do Mundo. Mais uma vez, o aedes aegypti é o vilão da história. Mas o vírus também é transmitido pelo aedes albopictus e outros tipos de aedes. Os sintomas são parecidos com os das doenças “primas”: febre, dores e manchas no corpo. Quem é infectado pelo zika também pode apresentar diarreia e sinais de conjuntivite. Especialistas estão estudando a possibilidade de relação entre a infecção pelo vírus e casos de malformação fetal.

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