Passarinho que come pedra não pode reclamar dos efeitos colaterais, diz o dito popular muito citado pelos políticos nativos em formulação mais chula. O PT no poder confiou na impunidade e chafurdou na corrupção com uma soberba típica de alpinistas sociais bem sucedidos. Foram 12 anos de glórias, retaliações e sublimação de ressentimentos que explicam nosso atraso e a patologia social que marca o comportamento petista.
Queixo empinado, pronto para processar jornalistas, Lula, Dilma, o PT, seus epígonos e seus sócios, acreditaram que controlavam os parlamentos pela distribuição de propinas, o Judiciário pela troca de favores e nomeações, a polícia pela condição de organismo de Estado que lhe devia subserviência, e a mídia pela dependência financeira. Naufragou nessas ilusões quando o seu modelo exauriu todas as reservas e todas as esperanças.
Hoje, o PT é um partido no poder que já não controla, com sua presidente da República a correr o risco de impeachment, seu presidente de honra e criador, o ex-presidente Lula, sob investigação policial, a maioria de seus membros mais destacados na cadeia, ao lado de seus sócios nos negócios espúrios que conseguira, entre outras, aniquilar uma estatal como a Petrobras através de negociatas como a da compra de uma refinaria falida em Pasadena, EUA..
Delcídio vai delatar
O senador Delcídio Amaral contratou o advogado Antônio Figueiredo Basto, que defende Alberto Yousseff no processo da Lava Jato. Tudo indica que Delcídio Amaral negocia sua delação premiada, o que pode agravar, e muito, a situação da moçada que integra o governo de Dilma Rousseff.
Rossoni em alta
O deputado federal Valdir Rossoni, do PSDB nativo, foi convocado pelo tucanato de alto coturno para integrar a Comissão Processante que encaminhará o processo de impeachment de Dilma Rousseff. Para quem não sabe, Rossoni teve papel decisivo na mudança politica que levou Eduardo Cunha a aceitar o pedido de impeachment e na costura do apoio das oposições ao presidente da Câmara.
Francischini
O deputado Fernando Francischini (SD-PR) publicou no Facebook que seu partido o escolheu como membro titular, junto com o deputado Paulinho da Força, da comissão especial que vai analisar o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) na Câmara dos Deputados
Saiu fora
Beto Richa tirou o corpo fora. A vice-governadora do Paraná, Cida Borghetti, representou-o na reunião da presidente Dilma Roussef com os governadores para tratar do combate à epidemia de zika vírus. Vai que Dilma organizou o evento para tirar aquela foto com os governadores e simular apoio nesta quadra difícil.
Delcídio negocia
O senador Delcídio Amaral, que está há 13 dias preso, começou a negociar um acordo de delação premiada. A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou a denúncia formal pela tentativa de obstrução de investigações relacionadas à Operação Lava-Jato.
Gleisi investigada
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou ao STF pedido de prorrogação de inquéritos que investigam a ligação do presidente do Senado, Renan Calheiros, PMDB, e mais sete congressistas com o esquema de corrupção da Petrobras.
Sapos e lagartos
O deputado Valdir Rossoni, do PSDB, diz que a carta enviada pelo vice-presidente Michel Temer, do PMDB, para a presidente Dilma Rousseff, do PT, é a pá de cal que faltava para enterrar o governo e agilizar o processo para o impeachment. “Como ela não tem coragem de, num gesto nobre, renunciar, o que foi escrito mostra a falência das relações políticas e pessoais no andar de cima do comando do país”, afirmou. Por carta, Temer desmentiu a afirmação de Dilma que disse ter confiança total no vice. Ele também revelou “todos os sapos que teve de engolir” nesses quase cinco anos ao lado dela.
Prestação de contas
A Assembleia Legislativa começa votar a prestação de contas do Governo do Paraná referente aos anos de 2011, 2012 e 2013. Os relatórios foram aprovados pelo Tribunal de Contas do Paraná e já passaram, na Assembleia, pela aprovação da Comissão de Tomada de Contas. As contas seguem o mesmo trâmite de outros projetos, passando por dois turnos de votação e um final para a redação.