Escola de Pais encerra com boa participação

Tutores se encontraram com profissionais da educação, juristas e psicólogos ao longo de três sábados. Curso pedagógico é o último passo antes de punição monetária

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Atualizado há 11 anos

No final de semana encerrou a terceira – e última etapa – do programa Escola de Pais destinada para os tutores de alunos evadidos da rede escolas deste ano. O programa é encabeçado pelo Núcleo Regional de Educação (NRE) em parceria com a Vara da Infância e da Juventude, Ministério Público do Estado do Paraná – Promotoria da Infância e Juventude da cidade. O curso é o último passo antes da penalidade monetária.

Durante três sábados – 14 e 21 de novembro e 3 de dezembro – os pais se encontraram e tiveram palestras com profissionais da educação, saúde, social, juristas e psicólogos. A participação foi maciça. Fato comemorado pela organização que escolheu os sábados, justamente, pela facilidade de os pais e alunos participarem dos cursos pedagógicos.

Os encontros aconteceram no Colégio Túlio de França e no sábado, 3, teve o encerramento com a Psicóloga, Daniele Jasniewski.

A Escola de Pais é uma nova etapa do projeto de Combate à Evasão Escolar que teve sua edição realizada em agosto deste ano. Aliás, ambas as atividades tiveram boa participação de pais e alunos. Conforme Daniele, a ideia é aprimorar e aperfeiçoar o atendimento ao público infanto-juvenil no aspecto estudantil. “Oportunizando aos pais e filhos a devida sensibilização e conscientização a respeito de temáticas envolvendo a família, a adolescência e juventude, uso de substâncias entorpecentes, profissionalização, além da importância do estudo no desenvolvimento e crescimento sadio e digno”, completou.

Em entrevista ao O Comércio, em novembro, o chefe do Núcleo Regional de Educação, Ricardo Brugango, comentou que a Escola de Pais não tinha a intenção de culpabilizar os tutores de alunos evadidos, mas despertar a conscientização sobre a importância da escola para a vida, para formação do ser humano integral. “As causas da evasão escolar são as mais diversas e complexas, dentre elas também está a negligência dos pais, a exploração do trabalho infanto-juvenil, dificuldades pedagógicas, repetências, violência física e emocional, uso e tráfico de drogas, exploração ou violência sexual. Não podemos apenas culpabilizar os pais, pois, são questões sociais amplas, macroestruturais, o objetivo é despertar a responsabilidade de cada segmento na inclusão e permanência das crianças e dos adolescentes no sistema educacional”, declarou.

 

TAMBÉM SAIU EM O COMÉRCIO

Em setembro durante um dos encontros realizados entre Vara da Infância e NRE, o juiz da Vara da Infância e Juventude, Carlos Eduardo Mattioli Kockanny, contou que, somente em União da Vitória, 250 alunos não compareceram às aulas neste ano. O número é considerado alto pelo juiz e são várias as causas. Desse dado a maior parte é de mães adolescentes ou alunos que saíram da escola e estão envolvidos no microtráfico de drogas. Conforme Kockanny há também a parcela de alunos que não está envolvida em crimes, mas dizem não se interessar pelo ambiente escolar. “A desculpa deles é que a escola não é atrativa, parou no tempo”, conta. “Mas só vamos conseguir resolver esse problema quando todo mundo estiver dentro da escola. Não adianta nós querermos resolver o problema da escola se as pessoas não estão lá presentes”, disse na ocasião.

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