Mesmo com várias campanhas de mobilidade realizadas no Brasil e a tentativa de expansão de ciclovias, o mercado de bicicletas registrou queda no acumulado de 2015. A produção nacional caiu 10% no período, chegando a 3,6 milhões. As vendas também apresentaram queda de 10%, alcançando os 3,3 milhões de unidades, de acordo com dados divulgados pela Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares).
A queda só não foi maior devido ao aumento da conscientização em prol do meio ambiente e do consumo para mobilidade urbana, que enfrenta dificuldades de se expandir por causa do reduzido número de ciclovias nas principais cidades do País.
Ainda que tenham aumentado os investimentos em espaços exclusivos para pedalar nos últimos anos, as ciclovias das metrópoles brasileiras são, em geral, curtas e isoladas, principalmente se comparadas às das grandes cidades europeias. Além disso, os custos são altos, atrapalhando ainda mais essa expansão.
Na maior cidade País, falta ciclovia justamente no caminho para o trabalho da maioria dos ciclistas, porque quem mais usa a bicicleta todo dia são os moradores da periferia. Quase 75% das pessoas que usam a bicicleta como meio de transporte, em São Paulo, pedalam em área sem ciclovia, pelo menos em parte do percurso.