Violência doméstica contra as mulheres persiste mesmo após Maria da Penha

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Atualizado há 11 anos

GrXXficoXMulherA Lei Maria da Penha completou nove anos. Promulgada em 2006, 100% das mulheres, atualmente, têm consciência de sua existência. A lei foi criada com o objetivo de proteger as mulheres da violência doméstica e familiar. Apesar disso, parcela expressiva ainda se sente desrespeitada. Uma em cada cinco mulheres já sofreu algum tipo de violência, sendo que 26% ainda convivem com o agressor.

Os agressores mais frequentes ainda são os que têm ou já tiveram relações afetivas com a vítima: 49% teve como agressor o próprio marido ou companheiro, 21% afirmaram terem sido agredidas pelo ex-marido, ex-companheiro ou ex-namorado. Nem todas as agredidas denunciam ou procuram ajuda, mas 97% das entrevistadas defendem que os agressores devem ser processados ou punidos, ainda que sem a concordância da vítima.

Além de consagrar o conhecimento universal da lei, neste ano, a pesquisa registra crescimento na percepção do desrespeito: 43% das pesquisadas não se consideram respeitadas, contra 35% em 2013. Sobre o aumento da violência, os índices permaneceram estáveis quando comparados com os levantamentos anteriores. Com efeito, para 63% das respondentes a violência doméstica e familiar cresceu; 23% afirmaram que continuou igual e para 13% a violência contra a mulher diminuiu.

 

Fonte: Data Senado

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