Dois detentos revoltados iniciaram um princípio de rebelião na tarde de quarta-feira, 06, na cadeia da Delegacia de União da Vitória (4ª SDP), por volta de 16h40. De acordo com a Polícia Militar (2ª CIPM), os dois presos se recusavam a sair de uma das celas para revista de rotina e tumultuaram a carceragem. Os agentes penitenciários tiveram de pedir reforço para a PM, que enviou homens para controlar a situação. Com a chegada da PM, os dois rebelados acataram as ordens e a situação transcorreu sem alterações. Nos primeiros minutos da madrugada da última sexta-feira, dia 1º, detentos de uma ala da cadeia da 4ª SDP, em União da Vitória, tentaram fugir, cavando um buraco debaixo de um sanitário, com acesso à cozinha. Ronaldo dos Santos e Luiz Cravtz conseguiram chegar na cozinha. Ronaldo conseguiu escapar pelo forro, enquanto que Luiz foi contido pelos agentes de plantão.
Agentes penitenciários encontraram, dias atrás, um celular escondido dentro do cabo de uma escova de lavar roupas, durante a revista das sacolas de alimentos e higiene para os presos da 4ª SDP. O golpe não deu certo, desta vez. Em outras ocasiões já foram apreendidas drogas, objetos contundentes (estiletes, estoques e outros), sempre junto à comida ou pertences que são entregues para os detentos. Todo material que chega à carceragem é revistado minuciosamente pelos agentes penitenciários.
Crise na carceragem
A Delegacia de União da Vitória, que não possui presídio e sim celas correcionais temporárias, mas que está sendo usada como cadeia pública, conta somente com seis agentes penitenciários e quatro investigadores. A escala de serviço é insalubre. Apenas um agente e um investigador diariamente para cuidar dos atuais 78 presos. Os agentes e investigadores convivem com o medo e o risco de fuga eminente. O medo se revela pelo fato do risco de um agente ou investigador ser rendido durante a movimentação. As chances de rebelião e tentativas de fuga também é constante.
Foto: Arquivo vvale (Piloto)