
Foi oficializada ontem a filiação do Secretário de Estado de Desenvolvimento Urbano do Paraná (SEDU-PR), Ratinho Júnior, no Partido Social Democrático (PSD). Segundo Ratinho Júnior, a mudança partidária ocorre principalmente pela busca de novos desafios políticos, a busca de um partido moderno, inovador, dinâmico e também parcerias políticas que continuem focando no trabalho, desenvolvimento e principalmente por mais qualidade de vida para a população do Paraná. O secretário ressaltou que o PSD é um partido forte e que vai possibilitar um trabalho ainda maior para os paranaenses.
Ratinho Júnior negou que sua transferência para o PSD abra uma frente de instabilidade na base política tucana, em razão de uma disputa interna com o grupo da vice-governadora Cida Borghetti (PP), que também já foi lançada pelo marido, o deputado federal Ricardo Barros (PP), como pré-candidata ao Palácio Iguaçu. Mas no fundo todo mundo sabe que essa oportunidade na “janela da infidelidade” mostra claramente o desejo de ver os caminhos abertos em 2018, como candidato a sucessão do atual governador, Beto Richa.
Por controle remoto
Ratinho Júnior garantiu que vai continuar caminhando junto com o PSC. Na cerimônia, que contou com a presença do presidente estadual do PSD e chefe da Casa Civil, Eduardo Sciarra e também do presidente municipal do PSD, Ney Leprevost, Ratinho Júnior destacou a importância de um partido com expressão nacional, como é o PSD, para que o processo de impeachment contra a presidente Dilma Roussef ganhe força. Na prática, Ratinho Júnior pretende colocar um nome no PSC que atenda seus interesses partidários, um testa de ferro. No entanto os deputados que fazem parte da bancada do PSC devem debandar atrás do campeão de votos. O representante da região de União da Vitória na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), deputado estadual Hussein Bakri, que é do PSC, declarou por meio do seu coordenador político, Thyago Pigatto Caus, que está avaliando o cenário para decidir, até o dia 18, quando se fecha a janela para quem detém mandato eletivo, para decidir se troca o PSC pelo PSD e se isso influi nos seus planos para as eleições municipais de outubro.