A agropecuária “salvou a lavoura” do Paraná

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Atualizado há 11 anos

O Paraná tem 199 mil quilômetros quadrados de área. Muito? Não. Isso representa 2,3% do Brasil. Mas se na economia o País encolheu muito, numa das maiores recessões de sua história, neste pedaço de terra foi o campo que amortizou os efeitos da crise com o crescimento da agropecuária, na contramão dos outros setores.

Em 2015, a combinação da safra de grãos recorde, avanço na produção de carnes e câmbio favorável fez este setor crescer 4,4% enquanto a média nacional não passou de 1,8%.

GrXXficoXProduXXXXoXAgrXXcolaAqui foram colhidas 38 milhões de toneladas de grãos, 6% superior que em 2014, safra da história, por exemplo, mas todos os outros setores da economia, houve queda acentuada, por conta da retração do consumo interno. “Ainda bem que os dados se confirmaram. Tivemos também recorde de produção de leite e frango e crescimento na área de suínos. A rentabilidade dos produtores cresceu, o setor investiu mais e gerou empregos”, informa Norberto Ortigara, secretário da Agricultura.

Resultado obtido pelos grandes produtores? Em parte, sim, mas nunca é demais lembrar que das 532 mil propriedades rurais espalhadas em território paranaense, 87% têm áreas menores que 50 hectares.

A verdade é que todos, indistintamente, contribuíram para amenizar outro grande problema na atual situação catastrófica do País: a falta de emprego.

Dados do Caged, do Ministério do Trabalho, revelaram que o setor agropecuário criou 3.067 novos empregos em 2015, número 24% maior que o melhor resultado registrado até então, no ano de 2013. A diferença é que naquele ano o PIB do Paraná foi um dos melhores da história e foram contratadas 78 mil pessoas. No ano passado o desastre econômico do país fez 74 mil pessoas perderem seus empregos.

Diante destes dados, a área do Paraná é pequena, não há mais para onde expandir sua agropecuária. O desafio agora para manter o desempenho é desenvolvimento científico e tecnológico para o setor.

No recente Show Rural de Cascavel, em fevereiro, o governo apresentou um projeto desenvolvido na cidade de Tupãssi. Voltado para pequenos produtores, o programa de agricultura de precisão emprega a tecnologia da informação para coletar dados sobre as variações do solo e clima e, assim, orientar melhor os sobre o uso de fertilizantes, de sementes e outros insumos. “O nível de produtividade de quem o utilizou foi maior que as médias regionais e estadual”, revela o secretário Ortigara. “Cada pedaço de solo é tratado da forma adequada para aumentar o rendimento”.

O esforço é compreensível. Segundo a Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), o Paraná é o maior produtor de trigo, feijão, cevada, frango e tilápia e está em segundo lugar em soja, milho, mandioca e aveia, além de terceiro maior produtor de carne, cana-de-açúcar e leite. Por isso, quem conhece esses dados às vezes sonha com um estado com uma área maior que os 2,3% do País.

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