União da Vitória já registra 59 focos do mosquito Aedes aegypti

Porto União também está em alerta, mesmo com oito pontos registrados. “Estamos em estado de alerta. Tanto lá quanto aqui preocupa”, comentou o secretário de Saúde do município

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Atualizado há 11 anos

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(Foto: Arquivo).

Já era esperado, garantem as autoridades de Saúde e Vigilância do Vale do Iguaçu, contudo, o número assusta. Desde o início das visitas realizadas por agentes de endemias e comunitários de União da Vitória a cidade já apresentava um aumento significativo dos focos de mosquito Aedes aegypti. No entanto, o número cresceu – e muito – nas últimas duas semanas. De 28 focos o aumento foi para 59 novos pontos na cidade, até ontem. E o número pode ser ainda maior, já que as visitas intensificadas serão realizadas até julho. “O pessoal vai cansar de nos receber”, falou Wagner de Moura, coordenador de endemias da Vigilância Sanitária de União da Vitória.

Segundo ele o método de fiscalização mudou em comparação com o ano passado, quando as visitas eram feitas em ciclos. Com o aumento de casos de dengue, chikungunya e zika vírus no País o próprio Ministério da Saúde emitiu um comunicado pela intensificação das visitas em residências. “Os agentes de endemias – dez deles – estão em áreas que não tem postos de saúde, por isso não contam com agentes comunitários, mas nas próximas semanas o trabalho voltará a ser em conjunto”, explicou.

Sobre o aumento de focos Moura rebate e elogia o trabalho da Vigilância. “Encontrar mais focos é sem dúvida um risco maior para a comunidade, mas mostra que estamos aumentando nossas fiscalizações e trabalhos de prevenção”, argumenta.

Os novos registros foram encontrados dentro de delimitações de foco, quando são “isoladas” áreas em torno de algum foco cerca de 300 metros. “Essa medição é nacional”, pontua Moura.

GrXXficoXVacinaXDenguePara o secretário de Saúde de União da Vitória, Ricardo Dragoni, não existe uma forma de a Secretaria controlar de onde serão encontrados novos focos, contudo, o trabalho se restringe no controle. “Estamos preparados para uma epidemia, mas a dengue não é um problema de Governo, mas da sociedade”, comenta.

Conforme o secretário toda a estrutura da Saúde já está preparada, ao menos, para amenizar o problema. “Não podemos esconder os números, é uma realidade. Não é mais uma questão de se vier, mas de quando vem”, dispara. “Já temos equipamentos de pulverização que são usados quando tem mosquito infectado com o vírus. Estamos preparados, também, com os exames que identificam se é dengue ou outro vírus”, garante.

Na cidade ainda não foram registrados ou confirmados casos de dengue. Ao contrário da cidade irmã, que há pouco menos de dez dias teve seu primeiro caso de chikungunya confirmando no ano. “Não precisamos nos preocupar, o paciente já está em casa e não foi infectado aqui”, afirma o secretário de Saúde, Rogério Stasiak.

O caso foi passado ontem durante a segunda reunião na sala de situação montada na sede das três vigilâncias do município. Conforme Stasiak se trata de um caminhoneiro que viajou para o Rio de Janeiro e sentiu os primeiros sintomas quando retornou para a cidade.

Ainda na reunião os dados do Planalto Norte, assim como de todo o Estado, foram atualizados. A preocupação da Secretaria Estadual de Saúde ainda é maior nas regiões litorâneas. Já em Porto União a situação continua estável, com o registro de oito focos do mosquito, em sua maior parte concentrados no Bairro São Pedro. “Nosso problema ainda é na passagem dos caminhões”, pontua o secretário.

Para Stasiak o número pode diminuir com a mudança do clima. “Não que o problema esteja resolvido, mas com o nosso tempo frio pode ser que o mosquito não se prolifere mais em outros pontos”, fala. “A situação na verdade não piorou, mas continuamos em estado de alerta. Tanto lá quanto aqui preocupa”, completa.

Terrenos baldios

A Administração de Porto União em conjunto com diversas secretarias e Defesa Civil estão limpando terrenos baldios que indiquem algum risco na proliferação do mosquito Aedes. A limpeza é feita sem o pedido do proprietário, no entanto, a conta é enviada para o responsável. “Não adianta a gente ir lá e notificar, enquanto isso o mosquito continua se proliferando”, argumentou o secretário.

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