A janela partidária, ou “janela da infidelidade”, foi fechada na sexta-feira, 18, para políticos que estão no exercício de mandato eletivo. Alguns partidos perderam muito, outros ganharam. No Vale do Iguaçu, União da Vitória foi quem apresentou as mudanças mais significativas. Ao total foram seis vereadores trocando de partido e duas bancadas extintas no atual mandato.
O presidente da Câmara de Vereadores, Ziliotto Daldin, trocou o PSD, que ficou sem bancada, pelo PSB. O vereador Luilson Schwartz também entrou no PSB, deixando o PTB sem representantes no Legislativo. Os vereadores Gilmar Jarentchuk e Altair Iguaçuano deixaram o PT para entrar no PMDB. Já o vereador Valdecir Ratko trocou o PSDB pelo PSC. E o vereador em exercício, Moiséis Benassi, trocou o DEM pelo PSDB. Como deve devolver a vaga para Luilson Schwartz, oficialmente o PSDB fica sem representantes nesta legislatura.
As bancadas do PSB e do PMDB ficam agora com quatro vereadores cada. O PMDB tem os vereadores Daniel Rocha, Altair Iguaçuano, Carlos Bueno e Gilmar Jarentchuk. O PSB tem Ziliotto Daldin, Luilson Schwartz, Carlos Humberto Topolski e Waldir Cortellini. O PSC fica com dois legisladores: Ricardo Sass e Valdecir Ratko. O Solidariedade (SDD) com um, Mário Lúcio Pereira Ferreira, o PP tem Júlio Adilson Pires, assim como o PDT, que tem o vereador Altamir Moreira de Castilho. O prefeito Pedro Ivo Ilkiv definiu que não deixa o PT. Jair Brugnago, o vice, segue no PSDB.
Em Porto União as mudanças foram mais tímidas. Na Câmara de Vereadores somente o vereador Gildo Masselai trocou o PP pelo PSDB. Com isso a bancada dos tucanos, que já tinha o vereador Paulo Kovalski, agora tem dois representantes. Os demais vereadores optaram por não trocar de partido. A expectativa ainda é pela troca de partido de Anízio de Souza e Aloísio Salvatti, que tem até o dia 2 para mudar de partido. No entanto o prefeito Anizio já avisou que não muda de sigla e Salvatti não deve deixar o PMDB.
No Paraná
Pelo menos 12 dos 54 deputados estaduais aproveitaram a janela partidária para trocar de sigla sem perder o mandato no Paraná. O PSC foi o que mais sentiu a mudança. A bancada do Partido Social Cristão caiu de 12 para seis parlamentares. Outro partido que sentiu a mudança foi o PMDB: quatro grandes nomes do partido deixaram a legenda e a sigla, que antes contava com oito parlamentares, ficou com quatro. Romanelli, Alexandre Curi, Jonas Guimarães e Artagão Júnior deram adeus a Requião e foram para o PSB. O partido que saiu mais fortalecido depois das mudanças foi o PSDB, que foi reforçado com dois deputados e agora tem a maior bancada da Assembleia Legislativa (Alep), com nove parlamentares.
Em Santa Catarina
A janela eleitoral que permitiu a mudança de sigla durante 30 dias sem perda de mandado provocou o troca-troca de partidos no Estado. Sexta-feira foi o último dia para as desfiliações. Em Florianópolis, sete vereadores deixaram as legendas. Na Assembleia Legislativa, quatro deputados seguiram a nova lei. Entre os deputados, a novidade é a saída de Narcizo Parisotto do DEM e de Mário Marcondes do PR. O primeiro deve filiar-se ao PSC, e o segundo assinou com o PSDB na sexta. Do PSD, sai Mauricio Eskudlark, que foi para o PSDB, e entra Ricardo Guidi, ex-PPS.
Federais e o troca-troca
Com o fim da janela partidária no último sábado, 71 deputados federais – 13,8% dos 513 parlamentares – mudaram de sigla, segundo balanço da Câmara dos Deputados divulgado na tarde de segunda-feira, 21. O partido que mais perdeu foi o Partido da Mulher Brasileira (PMB), que teve a saída de 18 parlamentares. Após a janela, a bancada da legenda saiu de 20 para apenas um integrante. O PR e o PTN foram os que ganharam mais deputados, dez e nove, respectivamente. Entre saídas e entradas, ambos, no entanto, ficaram com um saldo positivo de sete deputados. O PP angariou mais seis integrantes. Entre os que perderam está o PSDB, que ficou com quatro deputados a menos. O PT perdeu apenas um deputado, Odorico Monteiro (CE), que foi para o PROS.
Dia 2, dia “D”
O prazo final para cargos do executivo, com mandato, se encerra no dia 2. Prefeitos, vices, senadores, que pela lei eleitoral são enquadrados nos cargos executivos, por não disputar em chapas com vários candidatos, governadores e presidente da República, se quiserem podem mudar de partido até seis meses antes das eleições, ou seja, 2 de abril.