Flanelinhas ocupam saídas de casas noturnas

Atividade divide opiniões e gera transtorno e medo aos motoristas

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Atualizado há 14 anos

“O Poder Público deve olhar com mais atenção para a categoria”, diz Pasqualin. (Foto: Bruna Kobus)

Até onde o serviço prestado pelos flanelinhas é confiável? Essa é uma pergunta que incomoda muitos motoristas na hora de deixar o carro sobre os cuidados dessas pessoas.

Em cidades maiores, essa atividade é normal o dia todo. Já em União da Vitória e Porto União ela é mais comum à noite, em locais próximos a clubes.

Devido aos constantes problemas com os flanelinhas, a cidade de Ponta Grossa (PR) aprovou recentemente um projeto de Lei que proíbe a atividade.

O Projeto
Para o autor do projeto, vereador Walter José de Souza (DEM), o problema que envolvia a atividade era sério, corriqueiro e bastante polêmico. “Realizamos um estudo detalhado, para saber quantos eram e de onde vinham”, comenta Souza. A iniciativa surgiu após ameaças registradas na cidade de Ponta Grossa contra os motoristas por parte dos flanelinhas.

Entidades como Conselho Comunitário de Segurança (Conseg), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PG), Associação Comercial, Industrial e Empresarial (AciPG) e a Polícia Militar, foram consultadas sobre o projeto. Um dos principais argumentos é que os ‘flanelinhas’ deixavam o dono do carro constrangido diante da pressão de dar dinheiro para deixar o automóvel na rua.

O projeto foi aprovado no mês de outubro e já está valendo. A fiscalização fica sobre a responsabilidade da Guarda Municipal com o suporte da Polícia Militar. Pela nova lei, os ‘flanelinhas’ passam a ser enquadrados pelos crimes de exercício ilegal de profissão; extorsão; constrangimento; estelionato e/ou usurpação de função pública.
Segundo o vereador, já da para sentir uma diminuição sensível da atividade.

União da Vitória
Os flanelinhas também são encontrados na saída dos clubes ou casas de show aqui em União da Vitória. No Wooden Hall, segundo Paulo Soransso – sócio do empreendimento, o estacionamento da casa é amplo. “Nós temos preocupação com a segurança dos carros dos clientes.”

Segundo ele a casa contrata empresas de segurança para executar o serviço. O local possui placas que identificam o estacionamento do Wooden. O cliente paga a taxa e recebe o ticket. “Até agora não tivemos nenhum problema relacionado a isso.”

Porto União
Luiz Alberto Pasqualin, presidente do Clube 25 de Julho e do Clube Aliança, ressalta que os flanelinhas que militam nos Clubes não possuem nenhuma ligação com as casas. “Eles ficam ali de livre e espontânea vontade.”

Pasqualin, que também é vereador, se demonstra preocupado com a classe. E comenta que o Poder Público deve olhar com mais atenção para a categoria.

Extra
Existe na internet um blog com o título Liga Nacional Anti-flanelinha. As manifestações também são constantes nas Redes Sociais.

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