Em um mês os focos do mosquito Aedes aegypti aumentaram, e muito, no Vale do Iguaçu. Somente em Porto União, desde a semana passada, a Vigilância Ambiental, Epidemiológica e Sanitária contabilizava 8 focos, mas até ontem já haviam 26 espalhados pela cidade. A maior parte deles estão concentrados nos bairros São Pedro e Santa Rosa. Conforme a Coordenadora da Vigilância Ambiental, Ilse Simioni, durante o arrastão de terça-feira, 29, ainda foram coletadas duas amostras de larvas no Bairro Jardim Oliveira. “Os resultados saem amanhã e vamos ver se é aedes ou não”, comentou.
Ilse ainda alertou para o local onde foram encontradas as larvas. “Foram em bromélias. O pessoal diz que não tem problema, mas tem sim”, disparou.
Porto União irá realizar o arrastão até a próxima semana. As visitas que estão sendo feitas são diárias, já passou pelo Bairro São Rosa e nos próximos dias pelos bairros São Pedro e Cidade Nova.
Para o Secretário de Saúde de Porto União, Rogério Stasiak, o aumento de número de focos se deve por dois fatores. O primeiro pela intensificação nas vistorias e outro, também, pela falta de cuidado de muitos moradores. Contando com isso a Secretaria de Obras disponibiliza caminhões e uma máquina para fazer a limpeza em locais que possam servir de criadouros para o Aedes aegypti. “É importante falar que não vamos recolher colchões, são para retirar eventuais entulhos que possam propiciar a criação do mosquito”, disse.
Para o arrastão foram colocados nas ruas mais de cem soldados do 5º Batalhão de Engenharia e Combate Blindado além de 32 agentes de endemias e comunitários de saúde.
Já do lado de União da Vitória o grupo de vistorias está nas ruas há mais de um mês, por determinação da Secretaria de Saúde do Estado, além do Ministério da Saúde. O grupo é formado por mais de dez agentes de endemias e por todos os agentes comunitários de saúde com atenção na saúde básica no município. As duplas fazem vistoria em casas e terrenos baldios. Ao longo da campanha já foram registrados, conforme o último boletim divulgado pela Vigilância Sanitária, 82 focos do mosquito. Conforme os agentes é importante reforçar que existe o mosquito transmissor, no entanto nenhum mosquito foi infectado pelo vírus. Sobre o aumento de focos o coordenador de endemias da Vigilância Sanitária, Wagner de Moura, rebate e elogia o trabalho da Vigilância. “Encontrar mais focos é sem dúvida um risco maior para a comunidade, mas mostra que estamos aumentando nossas fiscalizações e trabalhos de prevenção”, argumenta.
Contudo, por outro lado, conforme Moura, a possibilidade de ser registrado um caso autóctone – quando o paciente é infectado no município onde mora – não está distante. A ideia também é compartilhada pelo secretário de Saúde de União da Vitória. Ricardo Dragoni recentemente disse que apesar de a pasta estar preparada para amenizar um possível surto de dengue ou qualquer outro vírus transmitido pelo Aedes, o alerta ainda é máximo. “Não é se vier, é quando vier”, disparou.
Denuncie
É importante que os moradores recebam as equipes, ouçam as orientações e coloquem em prática todas as medidas repassadas. Em caso de dúvidas ou denúncias, entrar em contato pelo telefone 3523-7151.
Do lado de União o telefone para denúncias é o 3903-1606, da Vigilância Sanitária do município.