Juíza do Trabalho de União da Vitória explica o Movimento Nacional de Valorização dos Magistrados

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Atualizado há 14 anos

Juíza do Trabalho de União da Vitória explica o Movimento Nacional de Valorização da Magistratura da União
Juíza da Vara do Trabalho em União da Vitória, Dra. Cláudia Mara Pereira Gioppo. (Foto: Wannessa Stenzel)

A Juíza da Vara do Trabalho em União da Vitória, Dra. Cláudia Mara Pereira Gioppo, explica o Movimento Nacional de Valorização da Magistratura da União, realizado nos dias 7 e 8 de novembro. Publicamos reportagem na edição do sábado, 10, com o título “Reclamações trabalhistas crescem ao longo da década”, a qual a Juíza não nos concedeu entrevista em virtude de sua ausência na sexta-feira, 9, pela manhã, por lecionar em uma instituição de ensino superior no curso de Direito. Já para a próxima semana, a Juíza se dispôs a esclarecer as dúvidas da comunidade sobre ações trabalhistas.

No entanto, a Juíza explica que as razões para a realização do Protesto Nacional dos Juízes Federais e do Trabalho – com adiamento das audiências e paralisação das atividades nos dias 7 e 8, também consistiu para a não adesão à Semana de Conciliação, realizada entre os dias 7 e 14 de novembro.

Segundo a Juíza, “ficam consignadas as razões do Movimento Nacional de Valorização da Magistratura da União no sentido de não aderir à Semana de Conciliação do Conselho Nacional de Justiça, registrando no documento enviado pela Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra) ao excelentíssimo senhor ministro Ayres Britto (presidente do STF e do CNJ), que a magistratura da União decidiu não aderir ao evento “Semana Nacional de Conciliação do CNJ” como decorrência de ampla liberação de assembléias dos Juízes do Trabalho e dos Juízes Federais.

O documento destaca que as assembleias foram convocadas para discutir a situação atual da magistratura, desgastada com o rotineiro descumprimento da Constituição Federal no que se refere às garantias do Poder Judiciário, notadamente no que diz respeito ao descumprimento do dever servir de alerta para a sociedade, diante de um quadro que precisa ser institucionalmente revertido. Essa sinalização dos magistrados não é contra a sociedade nem contra a instituição Conselho Nacional de Justiça, mas a favor da independência do Poder Judiciário, seguidamente desconsiderada por ações ou omissões de outros poderes.

Sendo a conciliação marca indelével da Justiça do Trabalho na solução de conflitos. “Os juízes trabalham incessantemente na busca da pacificação social, buscando a conciliação, e quando esta não é possível, trazendo a solução para o caso posto em Juízo”, afirma Cláudia.

 

 

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