Futuro do Cine Luz será definido nos próximos dias

Projeto de Lei que definia gestão do imóvel foi rejeitado na Câmara de Vereadores. Uniuv pode administrar prédio tombado pelo Patrimônio Histórico pelos próximos dez anos

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Atualizado há 10 anos

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(Foto: Arquivo).

A Administração de União da Vitória pretendia, por meio de licitação, entregar a gestão do Cine Teatro Luz por tempo determinado e mediante condições específicas previstas em lei. No entanto o Projeto de Lei (18/2016), que autorizava o Poder Executivo a conceder o direito de uso do prédio, foi rejeitado na noite de segunda-feira, 11, na Câmara de Vereadores. No final da semana passada O Comércio noticiou que duas universidades locais estariam interessadas em administrar o prédio, onde funcionou por décadas o único cinema da cidade. A explicação é bem simples: a prefeitura não tem dinheiro para as reformas que o local exige. Para tanto, no dia 9 de março, o prefeito Pedro Ivo Ilkiv (PT) enviou para o Poder Legislativo o Projeto de Lei 18/2016, que autoriza o Poder Executivo a proceder a concessão real de direito de uso daquele imóvel. O Projeto de Lei chegou ir para a votação na segunda-feira, 4, mas o vereador Gilmar Jarentchuk, líder do governo na Câmara, pediu a retirada do mesmo, depois que os vereadores tomaram conhecimento que o Centro Universitário de União da Vitória (Uniuv) manifestou interesse no Cine Luz.

A Uniuv enviou ofício à Câmara de Vereadores confirmando o interesse. No texto, assinado pelo Reitor Alysson Frantz, a Uniuv manifesta interesse no Cine Teatro Luz, com a responsabilidade de recuperação e manutenção da infraestrutura com preservação e proteção do patrimônio histórico-cultural público. Ocorre que por ser uma entidade municipal, segundo o entendimento do vereador Luilson Schwartz (PSB), a Uniuv teria direito a posse do prédio sem se submeter a licitação. Para Schwartz basta a Prefeitura fazer um termo de comodato, submetendo a Uniuv a um contrato idêntico ao da licitação, que prevê restauração, conservação e administração do imóvel. O prefeito Pedro Ivo Ilkiv declarou nesta semana que não pode interferir no entendimento dos vereadores. “Os vereadores tem autonomia em suas decisões. O que eles decidirem eu vou acatar”, disse. Quando da confecção do projeto, a Uniguaçu manifestou interesse no uso do prédio, depois de fazer a reforma e adequação do local. Logo depois o prefeito se reuniu com os vereadores, afirmou a importância do Projeto de Lei, mas reafirmou a isonomia do Poder Legislativo.

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Prefeito na conseguiu consenso dos vereadores

Na noite de segunda-feira, 11, o Projeto de Lei finalmente foi votado em plenário. Dez vereadores optaram pela rejeição do Projeto, justificando que a Uniuv, que está inserida dentro da estrutura pública municipal, deve gerir o patrimônio do Cine Luz. Dois vereadores, Altamir Moreira de Castilho (PDT) e Carlos Humberto Topolski (PSB) votaram a favor do Projeto de Lei. Uma vez rejeitado e arquivado o PL, agora os vereadores e o Poder Executivo devem definir quais são as regras para que a Uniuv possa assumir o prédio. Alguns vereadores entendem que não precisa licitar a cessão do prédio, uma vez que a Uniuv está inserida dentro da própria Administração, como uma fundação. É o caso do vereador Luilson Schwartz, que entende que um termo de comodato ou um contrato de cessão resolve o caso. No entanto todos os legisladores concordam que é preciso deixar claro que a Instituição terá o ônus de reformar e gerir o imóvel de acordo com os termos Lei de Tombamento Histórico do Paraná.

Agora a reitoria deve ser chamada na Prefeitura para negociar os termos da cessão e quais são as condições a serem garantidas para o repasse, também por tempo determinado a ser decidido pela Administração Municipal. Desde segunda-feira O Comércio tentou contato com o reitor da Uniuv, Alysson Frantz, mas não obteve retorno em nenhuma das tentativas.

O que dizia o Projeto rejeitado

De acordo como o Projeto de Lei que foi rejeitado, a concessão real de direito de uso do imóvel deveria ser vinculada à encargos específicos, os quais deverão ser cumpridos pela vencedora do certame ao longo de 10 anos, sob pena de reversão do imóvel. Esses encargos incluíam a reforma e manutenção do prédio, com a devida autorização e vistoria do Executivo Municipal, bem como ser responsável pelo pagamento de energia elétrica, água, esgoto e outras despesas de funcionamento. Por outro lado o permissionário ficaria isento do pagamento do IPTU.

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