
No fim de tarde de terça-feira, 12, um grupo de cerca de 60 professores da Rede Municipal de Ensino de General Carneiro se reuniu na Câmara de Vereadores do município, com o Sindicato do Magistério da Região e a Prefeitura.
Estiveram presentes além do sindicato e os professores, a secretária de Educação, Maristela Tuchlinovicz e toda a equipe do SEMED, o secretário de Administração, Joares Martins Ferreira, o controlador interno da Prefeitura, Vilson de Oliveira e a Contadora da Prefeitura, Sarah Ducat Javorski, além da representante do Núcleo Regional de Educação, Sandra Trinoski Scheibe.
Na ocasião, a reunião marcada pela Prefeitura colocou como debate o reajuste salarial dos professores conforme a inflação, bem como o valor do Piso Nacional. O controlador interno fez explicações sobre como funciona o sistema interno da Prefeitura, em relação à parte financeira, onde além da falta de dinheiro é preciso considerar os limites que a Prefeitura deve manter.
O momento de todo o Brasil é crítico. E isto foi esboçado pelo Presidente do Sindicato, Professor Márcio Fernando Utzig durante a reunião. Ele ainda falou sobre a atitude da Prefeitura Municipal que vem demonstrando preocupação com a categoria dos professores. “Tem municípios que não dão nem satisfação, e será preciso mobilizar manifestações populares. Em General Carneiro a Administração nos ouviu e está buscando dentro do possível atender a categoria,” considerou Utzig, que ainda disse, “Tem municípios que estão em situação pior, onde as Administrações não irão atender o reajuste”, falou.
O secretário de Administração, Joares Martins Ferreira explicou a realidade do município, que além de pobre enfrenta a crise financeira que assola todo o país. “A Prefeitura precisa cumprir com a Lei de Responsabilidade Fiscal, se ultrapassar o limite prudencial teremos sérios problemas. Para que possamos dar o reajuste precisamos parcelar, assim poderemos pagar e não haverá descumprimento de nenhuma lei. Com a pouca arrecadação e o grande número de despesas que são geradas para administrar toda uma cidade, os municípios pequenos assim como General Carneiro e outros acabam ficando em situações como está”, explicou o secretário Joares.
Buscando os direitos dos professores, mas também ciente das dificuldades que os municípios vivem em momentos atuais, o Presidente do Sindicato ainda falou que embora exista a lei que defenda o Piso Nacional, existe também a lei de responsabilidade fiscal que obriga as prefeituras a não extrapolar o limite de gastos, e com isso, acaba ficando sem condições legais de se pagar o que realmente deveria ser pago a categoria.
Alguns professores ainda ignoraram a situação econômica que o país passa e que vem atingindo os municípios como General Carneiro e exigiram milagres de se pagar o Piso Nacional e reajuste em uma só parcela, não levando em consideração a realidade financeira do município. Mas o pedido é inviável.
Por fim, as explicações terminaram com a proposta da Prefeitura Municipal de reajuste salarial em três parcelas: uma em junho, outro em setembro e uma última no mês de dezembro, sendo 3% inicialmente, mais 3% no mês de setembro e por fim, o 3,9% em dezembro, o que fecharia os 9,9% de reajuste dos professores da rede municipal.
A proposta foi ouvida pela categoria e pelo presidente do Sindicato, o qual analisará a possibilidade do parcelamento. Vale lembrar que muitos municípios, não terão condições de cumprir com o reajuste, diferente de General Carneiro que mesmo diante das dificuldades financeiras, não deixará de buscar atender as reivindicações dos professores.