Cada dia mais fascinado com o tema inovação venho estudando o tema avidamente e, quanto mais estudo, mais sinto desejo em estuda-lo.
Ser criativo e inovador, não é fácil, na verdade o tema da criatividade tem sido muito discutido entre vários autores de peso, como Vygotsky, Dostoievski entre outros, mas uma coisa é certa a criatividade é a imaginação em ação. Pode-se afirmar que quando não estamos criando estamos reacionando, daí surgiu a noção de que podemos ter uma mente criativa ou uma mente reativa, dependendo da situação e de nosso posicionamento frente aos obstáculos da vida. Porém atualmente muito tem-se discutido, também, sobre criatividade e sobre a capacidade de nossos funcionários, nossas empresas, nossas universidades em inovar.
O processo criativo se inicia nos lobos temporais, regiões que ajudam a administrar a memória, daí temos a informação de que os profissionais mais criativos são, obrigatoriamente, aqueles que sabem melhor lidar com sua memória, com sua capacidade, não de memorizar, mas de ordenar suas memórias.
Porém uma das questões mais interessantes que podemos verificar através de uma pesquisa realizada pela Dra. Shelley Carson, é que a existe uma relação entre alto QI (20% a 30% acima da média), baixa inibição e alta criatividade. Mas e daí? Daí que podemos entender que para se ter um profissional criativo em sua empresa é necessário perceber no momento da entrevista se o candidato possui traços de genialidade e se é inibido(a). Para tanto atitudes como respostas inesperadas, fora do padrão, capacidade anormal de memorizar eventos (podem ser até de futebol), destreza em jogos de estratégia como xadrez, habilidades em outros idiomas entre outras devem ser analisadas e bem aceitos.
Porém, tendo a inovação como política social de crescimento econômico (espero que me entendam), não só empresas, mas o próprio governo deve ter uma estratégia muito bem estabelecida. Fácil entender: onde uma empresa teria mais atração em investir seu capital, em um país burocrático ou num pais de baixa burocracia? No Japão toma-se para formalizar uma empresa 23 enervantes dias, na Alemanha 19, nos Estados Unidos, 6, em Cingapura, 3. E no Brasil? Mais de 30 dias. Para onde iriam os investimentos? Não é a toa que Cingapura é um dos destinos favoritos dos grandes investidores e um polo importante de inovação.
Isso nos demonstra que apesar de termos cérebros privilegiados, ainda que tenham lobos temporais bem desenvolvidos, em nosso país, pouco poderemos “rete-los” aqui, porque possivelmente os capitais de investimentos dificilmente ficarão no país.
Alvaro Concha é consultor de empresas
(alvaroconcha@gmail.com)