Desde que a temperatura caiu tem muita gente deixando de lado os cuidados básicos com o mosquito Aedes aegypti. O transmissor da zika, dengue e chikungunya não morre com o frio, muito menos é exterminado pelas temperaturas negativas, o que acontece é um estado de dormência. “E assim que a temperatura esquentar, o mosquito já aparece”, comenta Wagner de Moura, da Vigilância Sanitária de União da Vitória.
O ciclo de vida do mosquito é composto pela larva, pupa e a forma alada, que seria o mosquito na forma adulta. Normalmente esse ciclo duraria dez dias, mas com o frio pode durar mais. “O pessoal tem de ter a consciência que essa época é uma época para eliminar os criadouros não baixar a guarda”, disse.
A equipe da Vigilância é formada por dez agentes de endemias que continuam, mesmo com o frio, fazendo as visórias nas residências. A ideia é reforçar os cuidados com o mosquito nessa época do ano. E as regrinhas continuam as mesmas: cuidar com água acumulada nos ralos, vasos de planta. Espécies como Copo de Leite e Bromélias também são vilões que ficam dentro de casa e, ainda, as calhas, que devem ser vistoriadas todos os dias.
Neste ano mais de 90 focos do mosquito foram registrados, um aumento de 600% com relação ao ano anterior. Os locais no mapa também aumentaram. Antes os focos eram encontrados em bairros pontuais, como Rocio e São Bernardo do Campo, ainda nos cemitérios, só que hoje esse cenário mudou. Os focos já podem ser registrados em quase toda a cidade.
Com isso a Vigilância também começou a trabalhar com outra forma de monitoramento dos focos, as armadilhas. Sistema parecido é utilizado pela Vigilância de Porto União, por lá as armadilhas são colocadas em pontos estratégicos. Em União as “arapucas” passam das cem e estão espalhadas por toda a cidade. A ideia, segundo Moura, é tentar classificar a cidade como infestada ou não com o mosquito.