Daniela Vargas sabe direitinho os cuidados para evitar problemas com a aranha-marrom. Tudo isso porque Daniela já teve um incidente com o aracnídeo. Atualmente ela mora em União da Vitória, mas o incidente aconteceu em Irati, sua cidade natal. Além da aranha-marrom, a jovem também já se assustou com escorpiões. “O que eu tenho feito é o seguinte: sempre bato os sapatos e os coloco de ponta cabeça para evitar a entrada do bicho. Também tiro o cobertor da cama ao levantar para que não sirva de abrigo para os aracnídeos”. Daniela deve servir de exemplo, pois agora, com o calor, os cuidados devem ser redobrados.
Aranha-marrom
São pequenas, mas têm uma picada dolorida e venenosa. Como tendem a abandonar seus esconderijos no calor, a chegada das altas temperaturas reforça o alerta contra o aracnídeo muito comum na região Sul do País. A picada da aranha causa dor, queimação e inchaço, num período entre seis e doze horas. O veneno – dependendo da quantidade inoculada – pode causar necrose do tecido atingido, falência renal e, em um porcentual mínimo, pode até levar à morte. Por isso, assim que a pessoa perceber que foi picada, deve procurar o serviço de saúde mais próximo.
Casos no Paraná
Segundo dados da Secretária de Estado da Saúde (Sesa), neste ano as aranhas-marrons picaram quase três mil pessoas no Paraná.
Porto União
De acordo com a Vigilância Epidemiológica de Porto União, até o momento foram registrados 55 incidentes envolvendo a aranha-marrom no município. No ano passado, foram registrados 40 casos.