SAMU: Serviço só volta após cumprimento de exigências do Ministério da Saúde

Secretaria de Saúde já havia feito ajustes, mas nova vistoria exigiu outros itens para, finalmente, ambulância sair do lugar

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Atualizado há 10 anos

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Estacionamento destinado à ambulância ocupado por outros carros: novo local para o serviço também foi sugerido

Em agosto, a instalação em Porto União do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) completa nove anos. Mas, às vésperas de mais um aniversário, o programa esbarra na burocracia para funcionar plenamente. Há mais de um ano, a ambulância segue parada, sem atender nenhuma ocorrência.

Conforme o secretário de Saúde, a interrupção é fruto das exigências do Ministério da Saúde, que padroniza o serviço e na cidade encontrou algumas falhas. A lista do que era preciso ser feito veio em 2015. “Cumprimos estas exigências e no início deste ano, veio uma representante para verificar se essa inadequação está certinha”, explica Rogério Stasiak.

Entre os novos pedidos, estão incluídos, por exemplo, ajustes na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) de alguns técnicos, seguro total do carro e a realização de mais um curso de capacitação. “A vistoriadora entendeu que o curso que fizemos, de 23 horas, não era exatamente o que se queria. Ela recomendou um novo, de 200 horas, uma duração de aproximadamente oito meses, para os socorristas”, conta Stasiak. Além disso, a vistoria deste ano sugeriu a colocação do serviço em um local que não seja vinculado à Secretaria de Saúde. Por isso, já se estuda na adaptação de um outro imóvel da prefeitura.

Por isso tudo, a ambulância está parada. O carro fica no estacionamento da Secretaria, ao lado do Fórum de Porto União. Neste período, convênio com o Corpo de Bombeiros, mantido pela prefeitura, garante o atendimento dos pedidos de socorro. Ele é especialmente eficaz nas situações de traumas e acidentes, por exemplo. Além disso, para os casos clínicos, a frota da própria secretaria também está disponível. Ambos devem garantir o atendimento da cidade já que, conforme Stasiak, apenas dois atendimentos pelo SAMU, em média, eram feitos pela ambulância todos os dias. “Hoje, o SAMU está sendo suprido desta maneira. Estamos adequando o SAMU mas a população não está sem assistência”, garante o secretário.

Sobre o SAMU

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Dúvida: equipe de Stasiak tenta atender novas exigências, mas não sabe se, de novo, elas serão suficientes

Como já mostrou O Comércio, é um serviço tripartite no qual o Governo Federal, Estadual e Municipal participam na manutenção e funcionamento, mas apesar do envolvimento da Secretaria de Saúde, a unidade do SAMU é independente e só pode sair da base com a autorização da central. Conforme a assessoria da Secretaria Estadual de Saúde de Santa Catarina todos os atendimentos realizados são solicitados exclusivamente por meio do número 192, onde um Médico Regulador conversa com o solicitante, analisa e decide pelo melhor recurso a ser utilizado no atendimento do paciente.

O serviço foi criado em Santa Catarina por meio de Consenso entre Estado e Municípios (COSEMS) e quaisquer pedidos de desistência têm que ser fundamentados e analisados pelas Comissões de Gestão Regionais e Estadual.

Em caso de EMERGÊNCIA

Secretaria da Saúde – 3522-1496

Corpo de Bombeiros de Porto União – 193

Chamando o SAMU

Em agosto de 2014, O Comércio mostrou as dificuldades de chamado de socorro por conta do DDD 42, usado em Porto União. É que a cidade é a única em Santa Catarina que mantém o DDD 42 para ligações interurbanas. No restante do estado, os códigos 47, 48, 49 são utilizados. Assim, quem acessa o 192, precisa aguardar na linha e posicionar seu endereço digitando outros números.

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