A Polícia Civil de União da Vitória (4ª SDP) continua em compasso de espera, até a conclusão do teste de DNA realizado na ossada humana encontrada na Linha Encantilado, em Cruz Machado (PR) e nas famílias das jovens Camile Loures das Chagas, de 13 anos, e Solange Roseli Vitek, de 16 anos. Camile desapareceu no dia 15 de dezembro do ano passado e Solange sumiu no dia 25 de março deste ano.
Buscas envolvendo Polícia Militar, Exército, Corpo de Bombeiros e Polícia Civil realizaram uma varredura no perímetro onde a ossada foi encontrada. Cerca de 40 homens do 5º BEC BLD também participaram da varredura. As buscas duraram toda a quarta-feira, 13, e terminaram sem novidades. Nada foi encontrado, segundo o delegado que comandou a operação.
De acordo com o delegado, Douglas Carlos de Possebon e Freitas, que chefia as investigações, além da ossada foram recolhidos objetos, como material escolar e roupas que podem ser de uma das duas jovens. Informalmente os pais de Solange teriam reconhecido um estojo, uma mochila e roupas da adolescente. O pai chegou a pedir justiça para encontrar o responsável pela morte da filha.
Apesar das evidências, a Polícia só vai se pronunciar depois do laudo de DNA. “Não trabalhamos com achismos ou indícios, precisamos da confirmação, E com 99,9% de certeza, só mesmo o exame de DNA”, disse o delegado. Como a ossada foi encontrada por acaso por um trabalhador rural daquela localidade, a Polícia continua sem pistas que possam levar ao autor da atrocidade.
Isso não significa, segundo o delegado, que o caso está encerrado. “Estamos refazendo todo o nosso trabalho, ouvindo pessoas, buscando novas pistas. Não existe crime perfeito, nosso trabalho é encontrar onde está a pista que nos levará a solução do caso”, disse. O delegado declarou ontem em entrevista para a Rádio União que vai contar com elementos da Polícia Científica de Guarapuava, responsável pela análise dos objetos encontrados no local.
Desespero na comunidade

Enquanto espera pela confirmação de que os ossos pertencem mesmo à adolescente Solange, a família vive um martírio e clama por justiça. A outra família, a de Camile Loures das Chagas, está desesperada pela ausência de pistas ou informações. Uma pessoa próxima disse que a família passa os dias em orações e vigilantes no aguardo de notícias. Ninguém da comunidade forneceu qualquer pista que ajude a Polícia.
No dia 23 de maio Cruz Machado lançou uma campanha para prevenir o desaparecimento de crianças e adolescentes. A ação é da Polícia Militar, em parceria com a Prefeitura de Cruz Machado, Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente e Conselho Comunitário de Segurança. A campanha surgiu após o desaparecimento das adolescentes Camile Loures das Chagas e Solange Roseli Vitek.
As autoridades garantiram a distribuição de folders informativos sobre prevenção, atitudes que podem fazer a diferença, como ajudar e o que fazer em caso de emergência. Também serão organizadas atividades nas instituições de ensino, que busquem conscientizar e informar as próprias crianças e adolescentes sobre os riscos.