RIO 2016: O maior evento do planeta é aqui

Pela primeira vez na história a Olimpíada acontece na América do Sul

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Atualizado há 10 anos

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Parque Olímpico (Foto: Rio2016.com)

O dia 2 de outubro de 2009 ficou marcado na história brasileira. Em cerimônia na cidade de Copenhague, na Dinamarca, o Comitê Olímpico Internacional (COI), anunciou oficialmente que o Rio de Janeiro seria a sede dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos em 2016.

Antes, o Brasil já havia sediado os Jogos Pan-americanos em 2007, no Rio de Janeiro, e em 2014 viria a sediar a Copa do Mundo, que foi protagonizada pelo maior vexame da história do futebol mundial, com o famoso e doloroso 7 a 1 para a Alemanha.

A escolha

Essa foi à quarta vez que o Brasil disputou o direito de receber o maior evento esportivo do planeta. Nas outras oportunidades não teve sucesso, mas para 2016 se “apegou” a fatores determinantes para sua escolha.

O primeiro foi apresentar ao COI o maior orçamento entre os concorrentes para a realização dos Jogos. Na oportunidade a organização da Rio-2016 apresentou um projeto de R$ 28,8 bilhões, porém, o valor acabou sendo bem maior e chega a casa dos R$ 38,2 milhões.

Outro fator é que pela primeira vez na história olímpica um país da América do Sul receberia os Jogos.

GrXXficoXDelegaXXXXesSendo assim, o Rio de Janeiro foi para a disputa e viu concorrentes como Tóquio no Japão e a então favorita Chicago, nos Estados Unidos, serem eliminados nas primeiras rodadas de votação.

E na última rodada da reunião dos membros do COI, uma disputa acirrada. No final melhor para o Rio que venceu a cidade de Madri na Espanha, por 66 votos a 32, e conquistou o direito de ser a Cidade Olímpica.

Incertezas x otimismo

O “jeitinho brasileiro” pode soar engraçado para situações do cotidiano, mas, essa “tática” rolou solta na preparação para a Rio-2016. Orçamento que aumentava a cada ano e obras atrasadas, que ainda geram muita preocupação do COI.

Por outro lado, o Comitê Organizador dos Jogos sempre demonstrava otimismo de que tudo estaria pronto até a abertura. Mas não foi bem assim ao longo de sete anos de preparação.

GrXXficoXAusentesA poluição da Baía de Guanabara preocupou e muito a organização dos Jogos. E o trabalho para melhorar o local, foi cada vez mais complicado, reflexo de anos de descaso das autoridades e também da população.

Vários atletas nos últimos meses treinaram na baía, e a maioria vivenciou a situação difícil do local de competições de vela, canoagem e triathlon. Algumas delegações chegaram até a ameaçar não disputar a Olimpíada em razão da poluição da baía.

O vírus Zika também foi “personagem” dessas incertezas na Rio-2016. No início do ano os pesquisadores americanos Arthur Caplan e Lee Igel assinaram uma coluna na revista Forbes pedindo o cancelamento dos Jogos por receio de uma possível proliferação da epidemia.

Além disso, ao longo dos últimos meses, atletas importantes confirmaram suas desistências dos Jogos, em razão do vírus Zika. Entre eles, o favorito a medalha de ouro no golfe, o irlandês Rory Mcllroy, e os tenistas Milos Raonic, do Canadá, e Simona Halep, da Romênia.

O receio de atentados terroristas também gera grande preocupação. Os ataques em Paris e Nice, ambos na França, também em Bruxelas na Bélgica e ainda no aeroporto de Istambul, na Turquia, ligaram um sinal de alerta nos organizadores.

O legado olímpico

GrXXficoXPrevisXXoA Rio 2016 contará com uma grande estrutura no Parque Olímpico. A área de 1,18 milhão de metros quadrados é palco de 16 modalidades olímpicas e nove paralímpicas.

Ainda o investimento para os Jogos chega à Vila Olímpica e os acessos de competições da cidade de Rio de Janeiro. Inclui também melhorias no Aeroporto Internacional Tom Jobin, e intensificação na segurança.

Porém, muito se pergunta a respeito do legado Olímpico, e com o futuro de todo esse investimento. Será que após a Olimpíada, os locais de competições serão utilizados para impulsionar a prática das modalidades no País? As melhorias de acessibilidade serão mantidas? Os questionamentos são inúmeros e os exemplos recentes não geram nenhuma esperança nos brasileiros.

Lembram-se do “legado da Copa”? O que se vê atualmente são enormes dívidas de financiamentos para a construção das arenas do mundial. E o pior, muitos locais são poucos explorados, gerando outro grande prejuízo. Exemplo é a Arena Pantanal, em Cuiabá, que no ano passado recebeu somente 48 jogos durante doze meses e acumulou um prejuízo de R$ 4,2 milhões.

Resta aguardar qual será o reflexo dos Jogos no Rio de Janeiro e se o evento trará algo de positivo a população.

Brasil na Olimpíada

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Artur Zanetti (Foto: Jonne Roriz/Exemplus/COB)

Em Londres 2012, o Brasil conquistou 17 medalhas, sendo três de ouro, cinco de prata e nove de bronze. No geral, o País terminou na 22ª colocação no quadro de medalhas.

Agora, jogando em casa, a expectativa do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) é de que esse número seja bem maior, e que o Brasil possa atingir o Top 10 Olímpico.

As principais esperanças do Brasil são nas modalidades coletivas, exemplo do voleibol, que no feminino tenta o terceiro Ouro Olímpico consecutivo. Já o masculino, que vem de duas medalhas de prata consecutivas, tenta retomar o domínio na modalidade.

Nas areias a expectativa é grande com as quatro duplas brasileiras: Larissa/Talita, Ágatha/Bárbara Seixas, Alison/Bruno Schmidt e Evandro/Pedro Solberg.

O judô, esporte que mais garantiu medalhas na história Olímpica tupiniquim, chega forte para a Rio-2016. Sarah Menezes, Mayra Aguiar, Érica Miranda, Maria Suelen, Rafaela Silva e Rafael Silva.

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Matheus Santana, esperança brasileira na natação. (Foto: COB)

A natação terá a ausência do campeão olímpico nos 50 metros livre em Pequim 2008, César Cielo. O atleta não conseguiu índice para os Jogos no Brasil, porém, o País conta com bons nadadores que podem chegar ao pódio, como Thiago Pereira, Bruno Fratus, Matheus Santana e Felipe França.

Ouro em Londres 2012 nas argolas da ginástica artística, Arthur Zanetti é a grande esperança brasileira. Com ele, outras chances surgem com Sérgio Sasaki e Flávia Saraiva.

O handebol feminino, campeão mundial em 2013 na Sérvia, chega com boas chances de garantir uma medalha. Além do coletivo, um dos principais trunfos da equipe é a atleta Duda Amorim, eleita melhor jogadora do mundo.

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Yane Marques (Foto: Rodolfo Buhrer/COB)

Sob a “batuta” do argentino Rubén Mangnano, o basquete masculino tenta resgatar a modalidade por aqui. Com uma boa geração, e com duas ausências significativas, dos pivôs Anderson Varejão e Thiago Splitter, ambos machucados, a equipe verde e amarela sonha com o ouro.

Escolhida por voto popular para ser a porta-bandeira do Brasil na cerimônia de abertura da Rio-2016, Yane Marques chega com boas chances no pentatlo moderno, principalmente pela medalha de bronze conquistada há quatro anos.

Mas ainda temos o futebol, que tenta pela primeira vez conquistar a medalha de ouro. Tanto a seleção masculina, quanto a feminina, no máximo chegaram a medalha de prata, e depositam suas fichas no talento de Neymar e Marta para fazer história.

Até o dia 21 agosto, serão muitos sorrisos com vitórias, muitas lágrimas nas derrotas, mas, acima de tudo, será tempo de confraternização dos povos. Quem sabe pelas próximas duas semanas, as diferenças sociais, religiosas e econômicas fiquem de lado, e que o espírito olímpico prevaleça.

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