A Gerência Regional de Saúde de Canoinhas, realizou na semana passada uma reunião com os coordenadores do Programa de Controle da Dengue (PCD) e com os Agentes Comunitários de Endemias (ACE) para organizar as atividades de rotina para próxima temporada de “temperaturas mais quentes”, com objetivo de intensificar a prevenção e controle da dengue, chikungunya e zika.
A reunião, realizada na Câmara de Vereadores de Canoinhas, foi conduzida pela bióloga da Vigilância Epidemiológica do Setor de Zoonoses e Entomologia da Gerência Regional de Canoinhas, Cristina Brandes Grosskopf.
No encontro também participaram representantes dos municípios de Bela Vista do Toldo, Canoinhas, Irineópolis, Major Vieira, Três Barras e Porto União.
Conforme Ilse Simione, da Secretaria de Saúde de Porto União, a situação do município ainda é de infestado. Com dados atualizados nesta semana, os focos que eram 121 subiram para 124. O aumento pode parecer pouco, mas a preocupação ainda deve ser redobrada. “Desde o início do ano 80% das residências foram regularizadas, mas ainda há os 20%”, dispara.
Conforme Ilse os bairros São Pedro, São Francisco e a área central não conseguem acompanhar o trabalho da Vigilância, ou parecem ignorar. “A população precisa entender que se não se conscientizar agora, não mudar agora, vamos ter casos no verão”, alerta.
Ainda conforme Ilse, dos quatro ciclos de vistoria realizados até agora, a cooperação desses bairros não foi registrada. A intenção é que a partir de agora, os moradores que forem negligentes com os pedidos da Vigilância, serão incluídos no programa FormSUS, que é um serviço de formulários online que está integrado com outros serviços do Estado de Santa Catarina. Assim os casos poderão ser encaminhados de maneira oficial para Vigilância e, também, virar caso judicial.
Durante a reunião o gerente de Saúde, Antônio Gilberto de Carvalho, comentou sobre as ações para eliminar focos e, consequentemente, prevenir surtos da doença. Segundo ele a diminuição depende do empenho de toda a população, que deve transformar como rotina os cuidados. “Em períodos de baixas temperaturas, como nos meses de inverno, a circulação de mosquitos é bastante reduzida. No entanto, é preciso manter a atenção durante todo o ano para evitar potenciais criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, da febre do chikungunya e do zika vírus”, ressalta.
Os ovos dos mosquitos podem permanecer até um ano e meio fixados nas paredes internas de recipientes secos, à espera das condições ideais para proliferação.
Em União da Vitória
Do lado paranaense da linha parece não ter aumentado nenhum foco. Conforme Wagner de Moura, da Vigilância Sanitária, desde o começo do ano foram registrados 116 focos da dengue. Ainda de acordo com Moura, as ações da Vigilância Sanitária de União foram intensificadas desde fevereiro, quando as durações dos ciclos anuais passaram de 4 para 2 meses. “Isso quer dizer que anteriormente tínhamos 3 ciclos de visitas por imóvel por ano, e agora passamos a trabalhar com ciclos bimestrais, com seis visitas anuais”, explica.
Municípios infestados pelo mosquito
Atualmente há 49 municípios catarinenses considerados infestados pelo mosquito Aedes aegypti: Anchieta, Balneário Camboriú, Bom Jesus, Caçador, Camboriú, Campo Erê, Catanduvas, Chapecó, Cordilheira Alta, Coronel Freitas, Coronel Martins, Cunha Porã, Descanso, Florianópolis, Guaraciaba, Guarujá do Sul, Itajaí, Itapema, Itapiranga, Joinville, Jupiá, Maravilha, Modelo, Nova Erechim, Nova Itaberaba, Novo Horizonte, Palma Sola, Palmitos, Passo de Torres, Pinhalzinho, Planalto Alegre, Princesa, Porto União, Quilombo, São Bernardino, São Carlos, São Domingos, São José, São José do Cedro, São Lourenço do Oeste, São Miguel do Oeste, Santo Amaro da Imperatriz, Saudades, Seara, Serra Alta, Sul Brasil, União do Oeste, Xanxerê e Xaxim.
Casos
Conforme o último boletim divulgado pelo Laboratório Central de Análises do Estado (Lacen), União da Vitória tem registrado um caso de dengue autóctone, quando o paciente é infectado dentro da cidade onde mora. Além de outros três casos importados. Porto União só registra casos importados, tanto de dengue quanto de chicungunya.